Que bom que você está aqui!

É com prazer que te recebo neste espaço! Esta "casa" virtual está em permanente construção e em cada "cômodo" há uma inquietante necessidade de fazer diferente! Meus textos, relatos e imagens buscam apresentar a você os passos que constituem minha caminhada pessoal, profissional e acadêmica. A partilha que faço não intui caracterizar-se por uma postura doutrinária, autoritária ou impositiva-opressora, mas ao contrário, apresenta-se como ato solidário (jamais solitário) de contribuição à discussões humanas, planetárias e éticas!



Como educador me vejo no compromisso de participar do processo histórico de libertação dos oprimidos, marginalizados e esquecidos, a começar por mim. Despindo-me de qualquer resquício de arrogância, prepotência e soberba apresento-me como aprendente num contexto de intensa renovação de conceitos e atitudes!



Assim convido-o a juntos pensarmos em nossa condição de partícipes da grande Salvação! Salvação plena do homem e da mulher místicos, políticos e planetários!



Fraterno abraço!








Casa Rosada - sede do governo argentino. Em frente está a Praça de Maio. É um local em que é possível conhecer um pouco da história e da cultura argentina.

domingo, 19 de outubro de 2008

O fenômeno Obama: uma lição

A escravidão negra oficial já acabou, o Apartheid já foi superado e preconceito é coisa condenável, mas apenas em 2008, um afro-descendente surge no cenário mundial podendo tornar-se o mandatário da nação mais poderosa do mundo. Barack Obama certamente já fez história. Mas é importante dizer que Obama não surge apenas para ser o primeiro desta etnia a poder presidir os EUA. Suas opiniões, sua sensibilidade parecem fazê-lo diferente daquilo que estamos acostumados a ouvir de democratas e republicanos ao longo de séculos.

A quem o compare a Luther King, o que parece um tanto precipitado, uma vez que os tempos e os contextos são outros. Independentemente do resultado da eleição presidencial, esta será um marco na história. Certamente o mundo não será mais o mesmo, o jeito de fazer política será outro. Desmistificar o poder, transformando-o em instrumento de promoção do bem comum, parece ser o grande desafio dos novos tempos da política norte-americana. A resistência ao novo parece ter definitivamente ruído acenando para um tempo de ousadia, inovação.

Os velhos paradigmas e os modelos tradicionalmente defendidos parecem não mais atender as expectativas de uma humanidade formada por tantos diferentes. Obama surge de um grupo tradicionalmente concebido como minoria que não é tratada de forma diferenciada como merece, mas de forma desigual.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Planejamento diário 3º Bimestre

3 série 01
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)
04/08/08
O surgimento do Homo sapiens

Identificar a ação da evolução nas espécies.
07/08/08
Características do homem moderno
Perceber a ação evolutiva na espécie humana.
11/08/08
Elementos próprios de um região em termos ecológicos.
Relações entre os diferentes níveis de organização dos seres vivos.
14/08/08
Lamarkismo e Darwinismo como formas de identificação das diferentes teorias evolucionistas.
Perceber as diferentes formas de explicar a evolução dos seres vivos.
18/08/08
Atividade de avaliação reescrevendo o primeiro capítulo do gênesis.
Compreender as diferenças e semelhanças entre as teorias cientifica e criacionista em relação à origem da vida.
21/08/08
Idem ao anterior
Idem ao anterior
25/08/08
A chegada do homem a América
Compreender os caminhos percorridos pelo homem para dominar a América.
28/08/08
Conceito de ecologia;
Definir ecologia e contextualizá-la.
01/09/08
Pesquisa sobre origem do homem nos diversos continentes.
Identificar os movimentos históricos que diferenciaram os diferentes grupos étnicos.
03/09/08
Elaboração de linha do tempo acerca da evolução do homem. Inicio das discussões sobre o tema.
Idem ao anterior.
06/09/08
Atividade cívica de 07.09.09
Programado pela escola.
08/09/08
Recesso escolar compensando as atividades do dia 07.09.
Atividade promovida pela escola.
10/09/08
Apresentação do trabalho sobre linha do tempo.
Organizar os fatos históricos referentes ao surgimento do homem nos diferentes continentes.
15/09/08
Fenômenos naturais e causados pela ação do homem no contexto natural.
Identificar o papel do ser humano no processo de transformação do contexto natural.
17/09/08
Analisar alguns fenômenos naturais ocorridos recentemente no contexto natural.
Idem ao anterior.
22/09/08
Teias e cadeias alimentares
Conhecer os níveis de dependência entre os seres vivos quanto a questão alimentar.
24/09/08
Produção e fluxo de energia;
Distribuição e aproveitamento de energia.
29/09/08
Relações e intraespecíficas: colônias e sociedade (harmônicas) e competição (desarmônica)
Formas de organização dos seres vivos de um mesmo grupo de seres vivos.
01/10/08
Relações interespecíficas: protocooperação, inquilinismo, comensalismo e mutualismo (harmônicas) e amensalismo, herbivorismo, predatismo e parasitismo (desarmônicas)
Conceituar simbiose, comensalismo e parasitismo e outras formas de relação entre os seres vivos.
Este material está disponível no site: www.profniltonbrunotomelin.blogspot.com


3 série 02
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)
08/08/08


O surgimento do Homo sapiens
Características do homem moderno.
Apresentação do cartaz sobre eras e períodos da vida na terra.
Identificar a ação da evolução nas espécies;
Perceber a ação evolutiva na espécie humana



15/07/08
A chegada do homem a América
Compreender os caminhos percorridos pelo homem para dominar a América.
Conceito de ecologia;
Definir ecologia e contextualizá-la.
Conceituação de população, comunidade, ecossistema e biosfera.
Identificação dos diferentes níveis de organização dos seres vivos.




22/08/08
Lamarkismo e Darwinismo como formas de identificação das diferentes teorias evolucionistas.
Atividade de avaliação reescrevendo o primeiro capítulo do gênesis.
Leitura dos capítulos 16 e 17 do Apocalipse.
Perceber as diferentes formas de explicar a evolução dos seres vivos.
Compreender as diferenças e semelhanças entre as teoria cientifica e criacionista em relação à origem da vida.


04/09/08
Pesquisa sobre origem do homem nos diversos continentes.
Elaboração de linha do tempo acerca da evolução do homem.
Identificar os movimentos históricos que diferenciaram os diferentes grupos étnicos.
06/09/08
Atividade cívica de 07.09.09
Programado pela escola.
11/09/08
Apresentação do trabalho sobre linha do tempo.
Organizar os fatos históricos referentes ao surgimento do homem nos diferentes continentes.


18/09/08

Fenômenos naturais e causados pela ação do homem no contextos natural.
Identificar o papel do ser humano no processo de transformação do contexto natural.
Analisar alguns fenômenos naturais ocorridos recentemente no contexto natural.
Idem ao anterior.



25/09/08
Teias e cadeias alimentares
Conhecer os níveis de dependência entre os seres vivos quanto a questão alimentar.
Produção e fluxo de energia;
Distribuição e aproveitamento de energia.




02/10/08
Relações e intraespecíficas: colônias e sociedade (harmônicas) e competição (desarmônica)
Formas de organização dos seres vivos de um mesmo grupo de seres vivos.
Relações interespecíficas: protocooperação, inquilinismo, comensalismo e mutualismo (harmônicas) e amensalismo, herbivorismo, predatismo e parasitismo (desarmônicas)
Conceituar simbiose, comensalismo e parasitismo e outras formas de relação entre os seres vivos.
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2 série 01
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)


04/08/08

Características gerais dos animais.

Caracterizar o reino Animmalia.
Identificar os principais grupos de animais.
06/08/08
Idem ao anterior
Idem ao anterior.
11/08/08
Organização do trabalho sobre animais, por grupo.
Definir os temas inerentes à apresentação dos trabalhos.
13/08/08
Apresentação dos trabalhos.
Diferenciar os grupos de trabalhos.
18/08/08
Continuação da apresentação dos trabalhos.
Idem ao anterior.


20/08/08






Características dos poríferos
Características dos Cnidários;
Características dos Platelmintos.
Doenças causadas por platelmintos.
Características dos Nematelmintos.
Doenças causadas por Nematelmintos.


Reconhecer as características básicas dos poríferos.
Reconhecer as características básicas dos cnidários.
Identificar as características básicas dos platelmintos e as doenças causadas por platelmintos.
Compreender as características básicas dos nematelmintos e as doenças causadas por nematelmintos.
25/08/08

Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.
Previsto pelo MEC.

27/08/08
Organização da apresentação.
Idem ao anterior.
01/09/08

Ensaio geral de marcha.
Organização da escola.
03/09/08
Caracterização geral dos invertebrados.
Compreender as diferenças evolutivas que separam os diferente tipos de invertebrados.
06/09/08
Atividade cívica de 07.09.09
Programado pela escola.
08/09/08

Recesso escolar compensando o dia 06.09.08
Previsto pelo calendário escolar.
10/09/08
Caracterização dos anelídeos e sua aplicação a medicina e a agricultura.
Reconhecer os anelídeos como fundamentais para a vida humana.

15/09/08
Caracterização, diversidade e formas de moluscos.
Sua aplicação ao contexto humano.
Identificar os moluscos como grupo de transição entre os invertebrados aquáticos e de vida terrestre.

17/09/08
Diversidade de artrópodes e sua dominação sobre o planeta.
Identificar os artrópodes como o grupo mais diverso dos sers vivos.
22/09/08
Insetos, aracnídeos, crustáceos, quilópodes e diplópodes.
Diferenciar os diferentes grupos de artrópodes.

24/09/08
Características e peculiaridades de equinodermos.
Perceber os equinodermos como grupo particular de seres vivos.


29/09/08


Utilidades econômicas e ecológicas dos invertebrados.
Compreender os invertebrados como grupo de seres vivos úteis ao homem e a natureza.
Os invertebrados mais numerosos
Perceber as semelhanças entre os diversos grupos invertebrados.


01/10/08
Características dos seguintes grupos: Protocordados; Urocordados; Cefalocordados;
Compreende os meios biológicos que levaram a transição para vertebrados.
O elo de ligação entre os invertebrados e os vertebrados;
Determinar o elo de ligação entre os vertebrados e os invertebrados
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2 série 02
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)
08/08/08


Características gerais dos animais.

Caracterizar o reino Animmalia.
Identificar os principais grupos de animais
15/08/08



Características dos invertebrados através de desenhos comparativo entre os diferentes tipos de invertebrados.
Reconhecer as características básicas dos invertebrados







22/08/08
Características dos poríferos, cnidários e Platelmintos.
Doenças causadas por platelmintos.
Características dos Nematelmintos.
Doenças causadas por Nematelmintos.
Caracterização dos anelídeos e sua aplicação a medicina e a agricultura.
Identificar as características básicas dos platelmintos e as doenças causadas por platelmintos.
Compreender as características básicas dos nematelmintos e as doenças causadas por nematelmintos.
Reconhecer os anelídeos como fundamentais para a vida humana.










28/08/08
Caracterização, diversidade e formas de moluscos.
Sua aplicação ao contexto humano.
Identificar os moluscos como grupo de transição entre os invertebrados aquáticos e de vida terrestre.
Diversidade de artrópodes e sua dominação sobre o planeta.
Identificar os artrópodes como o grupo mais diverso dos sers vivos.
Insetos, aracnídeos, crustáceos, quilópodes e diplópodes.
Diferenciar os diferentes grupos de artrópodes.
Características e peculiaridades de equinodermos.
Perceber os equinodermos como grupo particular de seres vivos.
Utilidades econômicas e ecológicas dos invertebrados.
Compreender os invertebrados como grupo de seres vivos úteis ao homem e a natureza.
Os invertebrados mais numerosos
Perceber as semelhanças entre os diversos grupos invertebrados.
Características dos seguintes grupos: Protocordados; Urocordados; Cefalocordados;
Compreende os meios biológicos que levaram a transição para vertebrados.


04/09/08
Prova sobre invertebrados.
Organização de atividades sobre vertebrados.
Avaliar os conteúdos referentes a invertebrados.
Organizar atividade sobre vertebrados.
06/09/08
Atividade cívica de 07.09.09
Programado pela escola.
11/09/08
Continuação da atividade sobre vertebrados.
Idem ao dia 04.09.08.
18/09/08
Contar a história dos animais considerando as adaptações e mudanças adaptativas.
Compreender que os seres vivos (animais) são resultados das diferenças entre o mais variados tipos de animais.

25/09/08
Apresentação das conclusões dos grupos.
Idem ao anterior.

02/10/08
Analise anatômica comparada entre os diferentes tipos de animais.
Identificar os diferentes tipos de animais e suas adaptações vivas.
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1 série 01
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)

04/08/08
Divisão celular (mitose e meiose); características do DNA e do RNA.
Compreender os mecanismos de reprodução celular e a participação do DNA e do RNA.

11/08/08
Mitose: características e definição.
Identificar as principais características da mitose.
Mitose: características e definição.
Conhecer as principais características da mitose.





18/08/08
Problemas de decorrentes das divisões celulares equivocadas.
Reconhecer os principais problemas decorrentes da má divisão celular.
Conceitos de mitose e meiose e origem das principais síndromes e problemas genéticos. Atividades na sala de informática.
Compreender os principais elementos presentes da mitose e meiose, além das causas de síndromes.
Esquemas de mitose e meiose.
Identificação das utilidades dos esquemas de mitose e meiose.
Reconhecer as diferenças básica entre mitose e meiose.
Compreender a necessidade de organizar a divisão celular em mitose e meiose.



25/08/08


Debate sobre os temas relacionados a aborto, controle populacional e uso de contraceptivos.
Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.
Discutir os diferentes tipos anticoncepcionais e questões relacionadas ao aborto.
Previsto pelo MEC.

01/09/08
Elaboração de história da vida intra-uterina.
Discussão do tema.
Compreender as etapas do desenvolvimento embrionário.
06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
08/09/08
Recesso escolar devido ao desfile do 07.09.08
Programado pela escola.



15/09/08
Tecidos vivos.
Compreender as semelhanças entre os diferentes tipos de tecidos e suas diferenças.
Trabalho sobre tecidos: muscular (liso, cardíaco, estriado), epitelial (revestimento e glandular), nervoso, conjuntivo.
Elaborar quadro resumo com desenho e características básicas de cada tecido.


22/09/08
Continuação do trabalho.
Idem ao anterior.
Apresentação do trabalho.
Apresentar os resultados da pesquisa e discussão das características gerais de cada tecido.
29/09/09
Continuação do trabalho.
Idem ao anterior.
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1 série 03
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)

04/08/08
Divisão celular (mitose e meiose); características do DNA e do RNA.
Compreender os mecanismos de reprodução celular e a participação do DNA e do RNA.
06/08/08
Mitose: características e definição.
Identificar as principais características da mitose.
11/08/08
Meiose: características e definição.
Conhecer as principais características da mitose.
13/08/08
Problemas de decorrentes das divisões celulares equivocadas.
Reconhecer os principais problemas decorrentes da má divisão celular.

18/11/08
Conceitos de mitose e meiose e origem das principais síndromes e problemas genéticos.
Compreender os principais elementos presentes da mitose e meiose, além das causas de síndromes.


20/08/08
Esquemas de mitose e meiose.
Identificação das utilidades dos esquemas de mitose e meiose.
Reconhecer as diferenças básica entre mitose e meiose.
Compreender a necessidade de organizar a divisão celular em mitose e meiose.
25/08/08

Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.
Previsto pelo MEC.


27/08/08

Tecidos vivos.
Compreender as semelhanças entre os diferentes tipos de tecidos e suas diferenças.
01/09/08
Elaboração de história da vida intra-uterina.
Compreender as etapas do desenvolvimento embrionário.
03/09/08
Apresentação do trabalho.
Idem ao anterior.
06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
08/09/08
Recesso escolar devido ao desfile do 07.09.08
Programado pela escola.

10/09/08

15/09/08
Trabalho sobre tecidos: muscular (liso, cardíaco, estriado), epitelial (revestimento e glandular), nervoso, conjuntivo.
Elaborar quadro resumo com desenho e características básicas de cada tecido.
17/09/08
Continuação do trabalho.
Idem ao anterior.

22/09/08
Apresentação do trabalho.
Apresentar os resultados da pesquisa e discussão das características gerais de cada tecido.
24/09/08
Sistema digestório.
Compreender a semelhança entre os diferentes tipos de sistema digestório dos animais.
29/09/08
Elaboração de mapa de funcionamento de diferentes mapas de sistema digestório.
Idem ao anterior.
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8 série 01
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)
08/08/08
Leitura e estudo de textos sobre conteúdos de química.
Contextualizar os conceitos de química.
09/08/08


Apresentação dos trabalhos.


Definir os conceitos trabalhados e a relação da química com o cotidiano do aluno.
15/08/08
Idem ao anterior.
Idem ao anterior.

16/08/08
Estudo da física – histórico

Enunciar o estudo da física – histórico

22/08/08
Implicações da física no cotidiano das pessoas
Compreender as implicações da física no cotidiano das pessoas

23/08/08

Conceitos básicos da cinemática

Identificar os conceitos básicos da cinemática.
29/08/08
Atividade escrita sobre movimentos.
Compreender a relação entre espaço, tempo e velocidade.
30/08/08
Atividade prática sobre movimentos utilizando atividades e brincadeiras conhecidas.
Idem ao anterior.
04/09/08
Continuação da atividade anterior.
Idem ao anterior.
05/09/08
Execução de cálculos com base nas brincadeiras desenvolvidas anteriormente.
Idem ao anterior.
06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
11/09/08

O movimento como forma de aplicação de conceitos físicos e aplicações do conceito de aceleração.
Compreender o movimento como forma de aplicação de conceitos físicos

12/09/08
As modalidades de movimento e suas implicações na vida econômica
Reconhecer as modalidades de movimento e suas implicações na vida econômica

18/09/08
A aceleração como elemento básico da utilização dos movimentos
Caracterizar a velocidade como elemento básico da utilização dos movimentos
19/09/08
Sistemas de força.
Compreender que há sempre um sistema de forças agindo sobre um corpo.
25/09/08
Calculo da resultante de um sistema de forças.
Utilizar o teorema de pitágoras para determinar a resultante de um sistema de forças.
26/09/08
Atividades avaliativas sobre sistema de forças.
Avaliar os conteúdos sobre sistemas de forças.
02/10/08
03/10/08
Leis de Newton como teorização dos conceitos de força e movimento
Identificar as leis de Newton como teorização dos conceitos de força e movimento
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8 série 02
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)
04/08/08
Leitura e estudo de textos sobre conteúdos de química.
Contextualizar os conceitos de química.
07/08/08


Apresentação dos trabalhos.


Definir os conceitos trabalhados e a relação da química com o cotidiano do aluno.
11/08/08
Estudo da física – histórico

Enunciar o estudo da física – histórico.
14/08/08
Implicações da física no cotidiano das pessoas
Compreender as implicações da física no cotidiano das pessoas

18/08/08
Conceitos básicos da cinemática.
Aplicação da fórmula da velocidade.

Identificar os conceitos básicos da cinemática.
Compreender a velocidade como relação entre tempo e espaço.

20/08/08

O movimento como forma de aplicação de conceitos físicos
Compreender o movimento como forma de aplicação de conceitos físicos

25/08/08
As modalidades de movimento e suas implicações na vida econômica
Reconhecer as modalidades de movimento e suas implicações na vida econômica

28/08/08

A velocidade como elemento básico da utilização dos movimentos
Caracterizar a velocidade como elemento básico da utilização dos movimentos.
Atividade escrita sobre movimentos.
Compreender a relação entre espaço, tempo e velocidade.
01/09/08
Ensaio de marcha.
Programado pela escola.
03/09/08
Atividade prática sobre movimentos utilizando atividades e brincadeiras conhecidas.
Idem ao anterior.
06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
08/09/08
Recesso escolar devido ao desfile do 07.09.08
Programado pela escola.
10/09/08
Execução de cálculos com base nas brincadeiras desenvolvidas anteriormente.
Idem ao anterior.
15/09/08

O movimento como forma de aplicação de conceitos físicos e aplicações do conceito de aceleração.
Compreender o movimento como forma de aplicação de conceitos físicos

17/09/08
As modalidades de movimento e suas implicações na vida econômica
Reconhecer as modalidades de movimento e suas implicações na vida econômica

22/09/08
A aceleração como elemento básico da utilização dos movimentos
Caracterizar a velocidade como elemento básico da utilização dos movimentos
24/09/08
Sistemas de força.
Compreender que há sempre um sistema de forças agindo sobre um corpo.
29/09/08
Calculo da resultante de um sistema de forças.
Utilizar o teorema de pitágoras para determinar a resultante de um sistema de forças.
01/09/08
Atividades avaliativas sobre sistema de forças.
Avaliar os conteúdos sobre sistemas de forças.
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7 série 01
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)

06/08/08
Reprodução como fator de perpetuação da espécie e implicações psicológicas e sociais.
Perceber a reprodução como fator de perpetuação da espécie.
Reconhecer os principais aspectos psicológicos e sociais da sexualidade.
08/08/07
Mecanismos naturais inerentes ao processo reprodutivo.
Identificar mecanismos naturais inerentes ao processo reprodutivo.
13/08/08
O sistema reprodutor: características, estruturas e sistema de funcionamento.
Compreender sistema reprodutor: características, estruturas e sistema de funcionamento.
15/08/08
Fecundação e desenvolvimento embrionário
Identificar a fecundação e desenvolvimento embrionário.
20/08/08
Desenvolvimento do ser humano como ser em necessidade de se perpetuar
Caracterizar o desenvolvimento do ser humano como ser em necessidade de se perpetuar.
22/08/08
Fases da vida humana e sua associação aos fenômenos naturais
Fases da vida humana e sua associação aos fenômenos naturais.

Doenças sexualmente transmissíveis
Identificar doenças sexualmente transmissíveis.
23/08/08
Preparação para o desfile do dia 06 de setembro.
Organizar atividades para o desfile.
29/08/08
Métodos contraceptivos
Reconhecer métodos contraceptivos.
30/08/08

Síndromes associadas à problemas correlatos à fecundação.
Identificar síndromes associadas à problemas correlatos à fecundação.
03/09/08

História de vida intra-uterina.

Compreender o desenvolvimento embrionário ao longo da gestação.
05/09/08
Elaboração de cartaz contando a história de vida de um feto.
Idem ao anterior.

06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
08/09/08
Recesso escolar devido ao desfile do 07.09.08
Programado pela escola.

10/09/08
Locomoções e ossos: estruturas químicas e mecanismos estruturais para a locomoção.
Reconhecer os meios de locomoções e ossos: estruturas químicas e mecanismos estruturais para a locomoção.
12/09/08
Sistema muscular e seu papel na locomoção.
Identificar o sistema muscular e seu papel na locomoção.


17/09/08
Órgãos dos sentidos: órgãos e funcionamento da visão, audição, tato, paladar e olfato.
Compreender as características do órgãos dos sentidos: órgãos e funcionamento da visão, audição, tato, paladar e olfato.

19/09/08
O sistema nervoso e seus componentes: sistema nervoso central, sistema nervoso periféricos.
Descrever o sistema nervoso e seus componentes: sistema nervoso central, sistema nervoso periféricos.
24/09/08
Funções do cérebro, cerebelo e bulbo.
Conhecer as funções do cérebro, cerebelo e bulbo.
26/09/08
Medula espinhal, nervos e receptores dos sentidos.
Caracterizar a medula espinhal, nervos e receptores dos sentidos.

01/10/08
O sistema hormonal: composição de glândulas e hormônios produzidos.
Compreender o sistema hormonal: composição de glândulas e hormônios produzidos

03/10/08
Ação hormonal no desenvolvimento do corpo humano
Identificar a ação hormonal no desenvolvimento do corpo humano.
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7 série 02 e 03
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)

04/08/08


Reprodução como fator de perpetuação da espécie e implicações psicológicas e sociais.
Perceber a reprodução como fator de perpetuação da espécie.
Reconhecer os principais aspectos psicológicos e sociais da sexualidade.
08/08/07
Mecanismos naturais inerentes ao processo reprodutivo.
Identificar mecanismos naturais inerentes ao processo reprodutivo.
11/08/08
O sistema reprodutor: características, estruturas e sistema de funcionamento.
Compreender sistema reprodutor: características, estruturas e sistema de funcionamento.
15/08/08


Fecundação e desenvolvimento embrionário.
Ocorrência de síndromes, imagens e características.
Trabalho na sala de informática.
Identificar a fecundação e desenvolvimento embrionário.
Perceber as características básicas das principais síndromes humanas.
18/08/08

Desenvolvimento do ser humano como ser em necessidade de se perpetuar
Caracterizar o desenvolvimento do ser humano como ser em necessidade de se perpetuar.
22/08/08
Resolução de atividades do livro para elaboração do texto.
Elaborar um texto resumindo questões sobre reprodução.
25/08/08

Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.
Previsto pelo MEC.

29/08/08
Continuação da atividade anterior.
Idem ao anterior.

29/08/08

Fases da vida humana e sua associação aos fenômenos naturais
Fases da vida humana e sua associação aos fenômenos naturais.
01/09/08

História de vida intra-uterina.

Compreender o desenvolvimento embrionário ao longo da gestação.
04/09/08
Elaboração de cartaz contando a história de vida de um feto.
Idem ao anterior.

06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
08/09/08
Recesso escolar devido ao desfile do 07.09.08
Programado pela escola.

11/09/08
Locomoções e ossos: estruturas químicas e mecanismos estruturais para a locomoção.
Reconhecer os meios de locomoções e ossos: estruturas químicas e mecanismos estruturais para a locomoção.

15/09/08
Sistema muscular e seu papel na locomoção.
Identificar o sistema muscular e seu papel na locomoção.


18/09/08
Órgãos dos sentidos: órgãos e funcionamento da visão, audição, tato, paladar e olfato.
Compreender as características do órgãos dos sentidos: órgãos e funcionamento da visão, audição, tato, paladar e olfato.

22/09/08
O sistema nervoso e seus componentes: sistema nervoso central, sistema nervoso periféricos.
Descrever o sistema nervoso e seus componentes: sistema nervoso central, sistema nervoso periféricos.
25/09/08
Funções do cérebro, cerebelo e bulbo.
Conhecer as funções do cérebro, cerebelo e bulbo.

29/09/08
Medula espinhal, nervos e receptores dos sentidos.
Caracterizar a medula espinhal, nervos e receptores dos sentidos.

02/10/08
O sistema hormonal: composição de glândulas e hormônios produzidos.
Compreender o sistema hormonal: composição de glândulas e hormônios produzidos
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6 série 01
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)

06/08/08

07/08/08
Grupo dos Vertebrados: características, semelhanças e diferenças
Diferenciar o grupo dos vertebrados: características, semelhanças e diferenças.
Características básicas dos peixes:
Caracterizar o grupo dos peixes.




08/08/08
Condrictes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Identificar condrictes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Osteíctes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos
Conhecer osteíctes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.


13/08/08
Características básicas dos Anfíbios.
Caracterizar anfíbios.
Anuros: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Identificar anuros: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos




14/08/08
Ápodes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Compreender ápodes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Urodélos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Perceber urodélos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
15/08/08
Avaliação sobre peixes e anfíbios.
Analisar o nível de compreensão dos conteúdos.

20/08/08
Características gerais dos Répteis.
Caracterizar répteis.
21/08/08
Crocodilianos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, ações predadoras.
Identificar crocodilianos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, ações predadoras.
22/08/08
Quelônios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, motivos de sua extinção.
Reconhecer quelônios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, motivos de sua extinção.
27/08/08
Elaboração de texto referente aos peixes, anfíbios e répteis.
Identificar os principais elementos referentes aos três primeiros grupos de vertebrados.
28 e 29/08/08
Ofídios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, animais peçonhentos e produção de soros antiofídicos.
Diferenciar ofídios quanto a estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, animais peçonhentos e produção de soros antiofídicos.
03/09/08
Caracterização geral das aves.
Identificar as aves como grupo especial de vertebrados.
04/09/08
Atividades de revisão.
Verificar a compreensão dos conteúdos tratados.
05/09/08
Prova sobre anfíbios, peixes, répteis e aves.
Avaliar os conteúdos supra citados.
06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
08/09/08
Recesso escolar devido ao desfile do 07.09.08
Programado pela escola.
10/09/08
Os mamíferos
Compreender as características gerais dos mamíferos.
11/09/08
Diversidade de mamíferos.
Perceber sobre os diversos tipos de mamíferos.
12/09/08
Elaboração de texto referente aos mamíferos.
Identificar os mamíferos como grupo em evolução.
17/09/08
Prova sobre mamíferos
Avaliar os conteúdos referentes a mamíferos.
18/09/08
Os sistemas comuns a todos os seres vivos.
Compreender as semelhanças entre os seres vivos.
19/09/08
Sistemas digestórios.
Identificar as diferenças e semelhança entre os diferentes tipos de digestão dos seres vivos.
24/09/08
Elaborar cartaz sobre os diferentes tipos de digestão.
Idem ao anterior.
25/09/08
Apresentação do cartaz.
Idem ao anterior.
26/09/08
Sistemas respiratórios.
Identificar as diferenças e semelhança entre os diferentes tipos de respiração dos seres vivos.
01/10/08
Elaborar desenho sobre os diferentes tipos de respiração.
Idem ao anterior.
02/10/08
Elaboração de texto explicativo sobre respiração.
Idem ao anterior.
03/10/08
Relação entre digestão e respiração.
Perceber que há diferentes relações entre digestão e respiração.
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6 série 04
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)


06/08/08
Grupo dos Vertebrados: características, semelhanças e diferenças
Diferenciar o grupo dos vertebrados: características, semelhanças e diferenças.
Características básicas dos peixes:
Caracterizar o grupo dos peixes.





07/08/08
Condrictes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos
Identificar condrictes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Osteíctes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos
Conhecer osteíctes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.


08/08/08
Características básicas dos Anfíbios.
Caracterizar anfíbios.
Anuros: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Identificar anuros: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos



13/08/08
Ápodes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Compreender ápodes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Urodélos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Perceber urodélos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
15/08/08
Avaliação sobre peixes e anfíbios.
Analisar o nível de compreensão dos conteúdos.
20/08/08
Características gerais dos Répteis.
Caracterizar répteis.
22/08/08
Crocodilianos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, ações predadoras.
Identificar crocodilianos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, ações predadoras.
27/08/08
Elaboração de texto referente aos peixes, anfíbios e répteis.
Identificar os principais elementos referentes aos três primeiros grupos de vertebrados.




29 e 30/08/08
Quelônios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, motivos de sua extinção.
Ofídios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, animais peçonhentos e produção de soros antiofídicos.
Reconhecer quelônios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, motivos de sua extinção.
Diferenciar ofídios quanto a estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, animais peçonhentos e produção de soros antiofídicos.
03/09/08
Caracterização geral das aves.
Identificar as aves como grupo especial de vertebrados.
04/09/08
Atividades de revisão.
Verificar a compreensão dos conteúdos tratados.
05/09/08
Prova sobre anfíbios, peixes, répteis e aves.
Avaliar os conteúdos supra citados.
06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
10/09/08
Os mamíferos
Compreender as características gerais dos mamíferos.
11/09/08
Diversidade de mamíferos.
Perceber sobre os diversos tipos de mamíferos.
12/09/08
Elaboração de texto referente aos mamíferos.
Identificar os mamíferos como grupo em evolução.
17/09/08
Prova sobre mamíferos
Avaliar os conteúdos referentes a mamíferos.
18/09/08
Os sistemas comuns a todos os seres vivos.
Compreender as semelhanças entre os seres vivos.
19/09/08
Sistemas digestórios.
Identificar as diferenças e semelhança entre os diferentes tipos de digestão dos seres vivos.
24, 25 2 26/09/08
Elaborar cartaz sobre os diferentes tipos de digestão.
Idem ao anterior.
01/09/08
Apresentação do cartaz.
Idem ao anterior.
02/09/08
Sistemas respiratórios.
Identificar as diferenças e semelhança entre os diferentes tipos de respiração dos seres vivos.
03/10/08
Elaborar desenho sobre os diferentes tipos de respiração.
Idem ao anterior.
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6 série 02
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)


04/08/08
Grupo dos Vertebrados: características, semelhanças e diferenças
Diferenciar o grupo dos vertebrados: características, semelhanças e diferenças.
Características básicas dos peixes:
Caracterizar o grupo dos peixes.





06/08/08
Condrictes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos
Identificar condrictes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Osteíctes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos
Conhecer osteíctes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.


07/08/08
Características básicas dos Anfíbios.
Caracterizar anfíbios.
Anuros: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Identificar anuros: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos


11/08/08
Ápodes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Compreender ápodes: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.

13/08/08
Urodélos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
Perceber urodélos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos.
14/08/08
Avaliação sobre peixes e anfíbios.
Analisar o nível de compreensão dos conteúdos.
18/08/08
Características gerais dos Répteis.
Caracterizar répteis.
20/08/08
Crocodilianos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, ações predadoras.
Identificar crocodilianos: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, ações predadoras.
21/08/08
Quelônios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, motivos de sua extinção.
Reconhecer quelônios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, motivos de sua extinção.
25/08/08
Elaboração de texto referente aos peixes, anfíbios e répteis.
Identificar os principais elementos referentes aos três primeiros grupos de vertebrados.
27 e 28/08/08
Ofídios: estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, animais peçonhentos e produção de soros antiofídicos.
Diferenciar ofídios quanto a estruturas, características peculiares, habitats, hábitos e ralação com outros seres vivos, animais peçonhentos e produção de soros antiofídicos.
01/09/08
Caracterização geral das aves.
Identificar as aves como grupo especial de vertebrados.
03/09/08
Atividades de revisão.
Verificar a compreensão dos conteúdos tratados.
04/09/08
Prova sobre anfíbios, peixes, répteis e aves.
Avaliar os conteúdos supra citados.
06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
10/09/08
Os mamíferos
Compreender as características gerais dos mamíferos.
11/09/08
Diversidade de mamíferos.
Perceber sobre os diversos tipos de mamíferos.
15/09/08
Elaboração de texto referente aos mamíferos.
Identificar os mamíferos como grupo em evolução.
17/09/08
Prova sobre mamíferos
Avaliar os conteúdos referentes a mamíferos.
18/09/08
Os sistemas comuns a todos os seres vivos.
Compreender as semelhanças entre os seres vivos.
22/09/08
Sistemas digestórios.
Identificar as diferenças e semelhança entre os diferentes tipos de digestão dos seres vivos.
24/09/08
Elaborar cartaz sobre os diferentes tipos de digestão.
Idem ao anterior.
25/09/08
Apresentação do cartaz.
Idem ao anterior.
29/09/08
Sistemas respiratórios.
Identificar as diferenças e semelhança entre os diferentes tipos de respiração dos seres vivos.
01/10/08
Elaborar desenho sobre os diferentes tipos de respiração.
Idem ao anterior.
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6 série 03
DATA
ATIVIDADE/AVALIAÇÃO/
CONTEÚDO
OBJETIVO(S)
04/08/08
06/08/08
Números racionais: adição, subtração.
Expressões numéricas evolvendo estes dois modelos de cálculos.
Perceber a forma de resolução de cálculos envolvendo adição e subtração.
11/08/08
Atividades de avaliação.
Compreender a profundidade do conteúdo explorado e sua aplicabilidade ao cotidiano.
13/08/08
Atividades de avaliação.
Compreender a profundidade do conteúdo explorado e sua aplicabilidade ao cotidiano.
18/08/08
Números inteiros: multiplicação e divisão.
Perceber a forma de resolução de cálculos envolvendo multiplicação e divisão.
20/08/08
Expressões inteiros envolvendo estes cálculos.
Aplicar estas novas formas de cálculo relacionando-as com outras já tratadas.
25/08/08


Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.
Atividades de avaliação.

Previsto pelo MEC.
Compreender a profundidade do conteúdo explorado e sua aplicabilidade ao cotidiano.

27/08/08
Números inteiros: potenciação e radiciação.
Perceber a forma de resolução de cálculos envolvendo adição e subtração.
01/09/08
Avaliação sobre números inteiros, fracionários em expressões numéricas diversas.
Ensaio geral de marcha.
Avaliar os conteúdos relatados anteriormente.
03/09/08
Potenciação de números inteiros e fracionários.
Compreender a dinâmica da potenciação.
06/09/08
Desfile cívico de 07.09.08
Programado pela escola.
08/09/08
Recesso escolar devido ao desfile do 07.09.08
Programado pela escola.
10/09/08
As características da potenciação dos números decimais
Identificas as particularidades que diferenciam os números decimais das demais classes.

15/09/08
As relações entre números decimais e frações.
Perceber a relação estabelecida entre frações e números decimais.

17/09/08
As principais operações com números decimais: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação.
Compreender a forma de aplicação dos diferentes tipos de cálculo numa única expressão.
22/09/08
Expressões numéricas com números decimais.
Aplicar os números decimais a diferentes formas de cálculo.

24/09/08
Os números decimais em problemas.
Perceber a possível aplicação de números decimais em situações concretas.
29/09/08
Atividade de revisão sobre números em potenciação.
Avaliar os conteúdos explorados sobre números e potenciação.
01/10/08
Avaliação sobre potenciação.
Idem ao anterior.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A primavera chegou... chegou?

Segundo nosso calendário adentramos a Primavera. Estação que antecede o verão, temperaturas amenas, árvores lançado seu charme através de suas flores, cores e odores seduzem insetos e pequenos animais, a natureza está em festa. Mas parece que nos demos conta de que estamos na primavera, mais pelo calendário do que pela expressão festiva da natureza. Efetivamente não somos capazes de reconhecer a estação do ano em que nos encontramos apenas pelo que nos diz a natureza.

Mas o que está de fato acontecendo? Para refletir sobre isso rememoro um ditado que ouvi a muitos anos que dizia: “Deus perdoa sempre, o Homem às vezes e a Natureza nunca”. A princípio confesso que até acreditei, figurando a Natureza como vingativa considerei correta a atitude de nós humanos destruí-la. Pior do que isto, parece que não estive só e muitos seres humanos empunharam armas e deflagraram uma verdadeira guerra. Como em toda a guerra houve baixas... Espécies extintas, florestas ao chão, cores e odores conservadas apenas em algumas memórias ou então edificadas a imaginação de uns poucos, ar irrespirável, rios fétidos, solos cancerosos, etc.

Como toda a guerra tem um custo, esta não é diferente. Milhões de seres humanos doentes, famintos, estressados, depressivos, ensandecidos. Mas, e a primavera? Ainda insiste em se revelar, em sussurrar gritos roucos quase imperceptíveis de socorro. Ela que apenas nos lembrar que ela ainda existe e nos quer currar, alimentar, alegrar... Mas parece que o murmurinho primaveril está cada vez menos audível. Um silêncio ensurdecedor, triste, cruel, frio, feio, fétido. Um silêncio anunciado em 1962, quando Rachel Carson publicou o livro Silent Spring (Primavera Silenciosa), que teve enorme repercussão na opinião pública e que expunha os perigos de um inseticida, o DDT.

A principio esta obra foi ridicularizada, ferozmente criticada, através de inúmeras tentativas de desacreditar um pedido de socorro de um planeta moribundo. O silêncio da primavera não é apenas o fim de uma estação, é um anúncio de que a guerra está por se acabar. Um dos adversários finalmente tombou. Como em toda a guerra há sempre uma pitada de bestialidade, nesta não seria diferente. Aqui está no fato de que o adversário é a própria casa do vitorioso. Como não supor que se você põe abaixo a tua própria casa, ela não lhe cairá na própria cabeça? E ainda dizem que a Natureza é vingativa, não perdoa...

E a primavera chegou... Em silêncio, com menos cores, menos odores. Menos exuberante, mais tímida, mas chegou. Mesmo assim, com um pouco de sensibilidade ainda é possível encontrá-la, e por enquanto sem precisar imaginar, apenas bastando olhar paisagens próximas...Ainda há tempo, antes que se vá o último suspiro, a última flor, o derradeiro perfume. Ainda há tempo de fazermos as pazes com nossa capacidade

domingo, 14 de setembro de 2008

As muitas cores “verde e amarelo”

A semana da pátria foi marcada por inúmeras homenagens, desfiles e discursos enaltecendo um espírito patriota que certamente há em cada cidadão neste país. Isto é relativamente positivo, mas não suficiente. É um bom começo para a construção de uma nação de verdade, mas não é o caminho como um todo. Há valores tão significativos quanto o patriotismo e que parecem ofuscados no dia-a-dia de nossa pátria nação. Acolhida, solidariedade, partilha, unidade e perseverança não estão tendo o lugar que merecem na edificação de nossa nação.

O verde e amarelo do civismo não é tão visível quanto o destes valores. Mas nem sempre foi assim. A história conta e os milhões de rostos que compõe nosso povo, denunciam que somos uma nação de muitas cores. Certamente nenhuma nação do mundo acolheu ou acolhe tantos povos quanto o Brasil. Esta diversidade é sinal de que fomos e somos uma nação acolhedora. Enquanto nações criam barreiras físicas e legais para impedir a entrada de estrangeiros o Brasil não manifesta nenhuma preocupação neste sentido. É um sinal de que efetivamente somos diferentes.

O que preocupa é que mesmo com esta diferença ainda há muito por se fazer em relação a alguns rostos que são vistos, mas não enxergados. Os povos indígenas, nativos e primeiros a povoar nosso território foram reduzidos de 6 milhões em 1500, para menos de meio milhão em 2008. Pouco do “verde amarelo” lhe sobrou. Outro grupo que ainda não encontrou seu espaço no “verde e amarelo” que tanto orgulha a nação são os afro-descendentes. Seus ancestrais foram trazidos vítimas da mais cruel forma de migração e libertados de forma ultrajante. Afinal libertaram-se os escravos e não lhe foi dada qualquer condição de sobrevivência.

E o que falar dos desaparecidos políticos da ditadura militar. Como pode uma nação vestir-se de verde e amarelo sabendo que dezenas de pessoas simplesmente desapareceram por se oporem a um regime. O que dizer às suas famílias? Chamá-los de mártires é o reconhecimento merecido? Certamente há outros exemplos que podem ilustrar a necessidade que temos de avançar muito em direção a uma nação ainda mais acolhedora.

Mas como estamos e sempre estaremos em construção certamente fatos como os descritos não se repetirão e há vontade e necessidade de se “concertar” estas tropeços históricos. Também caminhamos para reconhecer que todos têm direito a um mesmo “verde e amarelo”. Mas reconhecer não significa garantir este direito. Esta garantia é possível pela organização de instituições fortes, cidadãos nutridos, educados e saudáveis, crianças respeitadas, idosos valorizados. Seremos então uma nação de muitas cores contidas num “verde e amarelo” que pertença a todos.

Quanto as cores de nossos rostos, servirão apenas para embelezá-los e não haverá mais minorias ou grupos isolados. Seremos uma nação, maior que os limites de nossas fronteiras, mais acolhedora, solidária, generosa e perseverante. Mas isto é um desafio que ainda consumirá algum tempo e talvez algumas gerações. Este é o caminho que historicamente escolhemos para construir a “verde e amarela” nação de todos os brasileiros.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O Patrimônio maior...

Mais uma vez, após 186 anos, estamos comemorando o dia da Pátria e como sempre ouvimos exaustivos discursos, pronunciamentos e homenagens que se baseiam, ou em dizer que não temos independência alguma ou para enaltecer nossas grandezas, nossos heróis e seus grandes feitos. As duas frentes estão certas porém, seus discursos nunca se encontram, nunca dialogam. Parece parte de uma tradição que não se rompe e que insiste em criar um véu em torno do que realmente importa.

Vivemos numa democracia em que se compra e vende votos; num país considerado celeiro do mundo em que milhares passam fome; numa nação que é dona das maiores reservas de água doce do mundo, em que há quem mora de cede. Isso tudo leva a crer que, ou as pessoas não se apercebem do fato ou simplesmente fingem não saber. Mas tudo isso é reversível, bastando à ciência fazer sua parte. Já reciclamos mais, nossos carros já se movem poluindo menos, voltamos a consumir frutas e verduras, trocamos informações em tempo real através de espaços virtuais, enfim, há esperanças.

Mas há algo que ainda parece esquecido e que merece ser lembrado sempre, por ser nosso maior patrimônio: as crianças. Muitas delas morrem sem antes dar sequer um passo, ou falar papai e mamãe, isto se tiverem a quem chamar de papai ou mamãe. Outras jamais sentirão o prazer de embalar uma boneca em seus braços ou correr atrás de uma bola. Algumas sequer vão experimentar a doçura de um sorvete. Muitas delas nunca vão aprender a segurar um lápis ou descobrir com que letras se escreve seu próprio nome.

Isso parece mais um daqueles discursos dramáticos. Pode até ser! Mas ignorar tudo isto seria tão infame quanto simplesmente dizer que estatisticamente estamos bem, por que reciclamos mais, nossos carros poluem menos, etc. Estas esperanças não são suficientes para que possamos cruzar os braços e apostar que a ciência salvará nosso maior patrimônio, se ela é incapaz de fazer com que cada criança seja assim compreendida.

Mesmo as que sobrevivem deste calvário, precisam de atenção especial. O fato de ensinar a elas a manusear um lápis ou reconhecer letras e números não lhes garante o direito de ocupar seu espaço. Se não souberem o que fazer com letras e números, se não compreenderem o sentido de palavras, frases e cálculos serão apenas instrumentos de dominação e opressão. As que sabem o que fazer com palavras, frases e cálculos serão adultos que se utilizarão do poder de dominação e opressão para fazer dos outros seres humanos, criaturas de segunda classe.

Assim preservar e cuidar deste patrimônio é garantir que haja pátria, que haja esperança. É converter esta esperança em certeza de que toda criança possa viver para dar o primeiro passo, falar e chamar alguém de papai e mamãe, embalar uma boneca ou chutar uma bola, experimentar um sorvete, segurar um lápis e fazer brotar dele palavras, frases...
Só merece ser chamada de Pátria, a nação que acolhe suas crianças com amor, que as faz crescer com dignidade, que as transforma em adultos solidários e generosos. Uma nação que seja enfim, a “mãe gentil” que embale em seus braços aconchegantes cada um dos pequeninos que brotam de suas entranhas. Que ensine a cada um destes pequeninos a se abraçarem e sentirem o calor do amor fraterno que une os seres humanos.

domingo, 31 de agosto de 2008

Caolhos e Banguelas

Há duas formas de se conviver num grupo social. Uma é usando da flexibilidade e da autenticidade, reconhecendo os limites dos outros e os seus. Usando de humildade, carisma, simpatia, empatia, desapego. Trata-se do ser humano em busca de sua própria humanidade. Este ser humano geralmente é compreendido, bem quisto e facilmente perdoado por seus erros, afinal ele mesmo os reconhece, nos outros e em si.Trata-se do sujeito com o qual todos querem conviver.
Mas o dia-a-dia nos depara com uma infinidade de outros sujeitos, tão diferentes quanto o formato das nuvens que podem pairar sobre nós todos os dias. Há os que são exatamente o oposto do que consideramos o bom sujeito. Pessoas inflexíveis, indóceis, carrancudas, insensíveis, antipáticas, intolerantes e incapazes de perceber seus erros. Geralmente, os enxerga nos outros e são implacáveis em suas cobranças. São capazes de destruir qualquer valor ou conceito para impor sua vontade. Se não conseguem, sentem o peso da derrota e o transformam numa monstruosa máquina de punição.
Trata-se da postura do “olho por olho, dente por dente”. Uma prática em que o cordeiro veste a pele do lobo a ponto de ele mesmo se sentir cordeiro. Torna-se algoz de si mesmo. Gandhi, líder pacifista indiano, quando questionado sobre o castigo que se deveria impor ao vencido em uma guerra afirmou que de tanto “olho por olho, dente por dente” vivemos num mundo de caolhos e banguelas. As relações humanas são (ou deveriam ser) essencialmente de negociação, de flexibilização, nunca de retaliação ou imposição.
Porém, este conceito não parece ser unânime. Ao contrário tem sido sorrateiramente ignorado, transgredido. Os banguelas e caolhos se multiplicam!
Se não há dentes sorrisos não há; se não há visão como haver esperança? A intolerância ofuscou muitos sorrisos e sepultou muitas esperanças. Parte da humanidade está morrendo a cada dia pela mais absoluta falta de tolerância. A falta de carisma, de flexibilidade tem feito nações inteiras reféns de geradores de caolhos e banguelas! Neste caso há sim uma forte semelhança entre criatura e criador.
Certamente o leitor perceberá que este tipo de pessoa existe em qualquer lugar. Teme ser esquecido e por isso torna-se sempre mais implacável na sua tarefa de exterminar olhos e dentes. Podem não ser esquecidas, mas certamente, muitos desejam esquece-las mais do que qualquer outra coisa. Quem esquece o seu algoz? Como fazer para não lembrar de que lhe arrancou o sorriso e a esperança? Se temos o dom do perdão, temos a implícita característica da memória, que não nos permite ignorar quem nos arrancou os dentes e perfurou nossos olhos.
O que preocupa é o fato de que muitos seres humanos da primeira categoria, os humildes, perdem a esperança e passam também a arrancar olhos e dentes, numa manifestação tácita da necessidade de sobreviver a qualquer custo. Mas afinal, com quem ficam os dentes e os olhos arrancados? Será um complexo freudiano ainda não completamente descrito? Ou será apenas mais uma característica humana a ser melhor compreendida e oportunamente melhor aproveitada? O tempo dirá...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O mal não assusta

Aparentemente quando nos deparamos com algo proveniente do mal, tomamos um susto e nos encorajamos contra ele. Esta reação instintiva parece perseguir a espécie humana e com isso não precisamos forçar tal reação. Mas isto tem motivado os maus a buscar alternativas para cercear qualquer ameaça de reação. Assim instrumentos como a imprensa e a escola servem para ludibriar e construir opiniões que não seriam concebidas espontaneamente. Tais instrumentos tornam-se alvo dos maus e por eles passam a ser dominados. Mais grave do que isso é o fato de que o ambiente de nova dominação dos maus se ampliou e atingiu entes até então impensados, como por os exemplos citados.

A escola passa a ser o local onde, através da dominação política é possível interferir na vida das pessoas. Hitler dizia que a “educação deve estar sempre dominada pelo Estado” para que este possa fazer da escola um celeiro de adeptos. Esta constatação nos permite dizer que estamos “preparando” as pessoas para acatar o mal como algo natural, contra o qual não é possível fazer muita coisa. O leitor, pode estar neste momento incitado a discordar destes escritos, mas antes de fazê-lo o convido a refletir alguns dados que sustentam nosso ponto de vista. Em recente pesquisa divulgada pela imprensa analisou-se a qualidade de ensino em todo o país. Os melhores índices atingem pontuações em torno 4 pontos numa escala de 0 a 10.

Mesmo assim, os estados que atingem um índice medíocre de pouco mais de 4 pontos ostentam o privilégio de possuir a melhor educação do país. Destaco que nesta pontuação está apenas inserido o resultado quantitativo que em nossa opinião pouco quer dizer. Supomos que se avaliarmos aspectos qualitativos o resultado seria ainda pior. Paralelo a isso, percebemos que a grande maioria das pessoas, inclusive educadores, considera que a escola pública é boa. Mas porque é boa? Talvez por que seja um mini restaurante, por que prepara para o exercício de profissões que não exijam grande capacitação, por que ensine regras de convívio que a família já não consegue transmitir, etc. Tendo a escola atendido estas prerrogativas, então ela é boa.

Enquanto as pessoas se contentam com isto, ideologias de dominação e submissão são impostas como forma de “preparar” as pessoas a conviver com o mal. Quando se fala em combatê-lo nos limitamos a impedir que sejamos parte de uma legião de sujeitos do mal. Apesar da boa intenção percebe-se que não é o suficiente. Não é o suficiente porque não ensinamos a combater o mal. Talvez nem saibamos como fazer, afinal há uma lógica que exige que sejamos apenas bons e ensinemos a conviver com o mal. Quando ensinamos um conceito somos sorrateiramente convidados a transmiti-lo sem discuti-lo. Somos e formamos gerações de pessoas acostumadas e perceber o mundo dividido ente o bem e mal sem questionar a possibilidade de termos um mundo bom.

A fome, a miséria, a violência, a exclusão, a marginalidade são encaradas como resultado de um processo perverso, porém inevitável. Ensinamos que suas vítimas merecem nossa caridade. E afinal, para quem desconhece a fartura as migalhas da caridade são suficientes. E se os que aprendem conosco não forem vítimas da fome, da miséria, da violência, da exclusão e da marginalidade, então cumprimos nosso papel e a escola é boa.

Acredito que precisamos ousar! Não importa a pontuação que isso represente. Acredito numa educação que seja capaz de comover, sensibilizar e mobilizar os seres humanos numa atitude de combate ostensivo ao mal. Todos sabem, por exemplo que com as bombas lançadas sobre o Japão a 62 anos morreram cerca de 300 mil pessoas, mas desconhecem que somente no Rio de Janeiro, em 25 anos morreram cerca 830mil pessoas vítimas da violência; sabemos que os americanos não assinaram o tratado de Kioto mas poucos sabem que um cidadão que vive nos Estados Unidos polui tanto quanto 556 pessoas que vivem no Nepal.

Falar de Bomba Atômica e Tratado de Kioto sem considerar a existência de outros males é transformar aprendizagem em adestramento, treinamento. É desperdiçar a oportunidade de qualificar seres humanos, tornando-os combativos e corajosos. A pobreza intelectual encrustada no fazer educacional é insensível, fria e imóvel. Talvez por isso o mal não assuste e o bem não atraia e ambos convivam de forma tão harmoniosa, para a alegria e felicidade de quem nos domina.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Eco-gestão: sustentabilidade e sobrevivência

Resumo:
A academia propõe com freqüência debater, nos diferentes campos de ação, sua nova responsabilidade frente às novas demandas. A história tem sido cenário e palco de grandes discussões, em torno das quais, se tem alcançado resultados promissores no contexto da tomada de conhecimento das grandes ameaças a vida. A complexidade inerente a sustentabilidade remete a rever outros conceitos como o de sobrevivência e qualidade de vida. Assim, a gestão com perspectivas ecológicas terá seu espaço e suas atribuições garantidas no momento em que gerenciar passa a ser um ato em favor da vida. Sobreviver é um direito e sua extensão a universalidade dos seres vivos é um compromisso de todos.

Palavras-chave: Academia, sustentabilidade, sobrevivência, qualidade de vida.


Eco-management: Sustainability and survival.

Abstract:
The academy frequently proposes debating on the different field of activity, its new responsibilities in front of the new demands. History has been stage and scenery of great discussions which have led to reaching promising results on the context of unraveling the great threats to life. The complexity inherent to sustainability leads us to reviewing other concepts, such as survival and life quality. So, management with ecological perspectives will have its space and its attributions granted at the very moment in which managing becomes an act in favor of life. Survival is a right and its extension to the universality of the living beings it’s a commitment of everyone.

Key words: Academic formation, sustainability, survival, life quality.

Introdução

O século XXI tem sido considerado o ponto culminante, do ponto de vista de historicidade, quanto a questão ambiental. A questão ambiental deriva do século XIX, e se apresenta com mais intensidade no século XX, tempo em que o meio científico tem conclamado a humanidade a rever seus hábitos, necessidades e especulações. Pode-se dizer que o se o século XX foi o da tecnologia (tecnozóico) o século XXI será o da ecologia (ecozóico). Paralelamente, surgem discussões em torno da sustentabilidade, como exigência neste novo tempo, no sentido de garantir a sobrevivência, não apenas econômica, mas também planetária.

O gestor, nesta perspectiva, não será apenas um administrador de recursos em busca de melhores resultados econômicos, mas um ser humano atento às necessidades do planeta que é infinitamente superior ao mercado. Surge a figura do eco-gestor, responsável por uma necessária mudança histórica em torno do comportamento econômico da humanidade.

Esta nova demanda é decorrente de um processo histórico em que priorizou-se a exploração de recursos e fontes de energia, dispensando-se pouco tempo e atenção para questões relativas ao cuidado com a vida. Assim, é possível afirmar que as gerações pós-revolução industrial são indiscutivelmente as grandes responsáveis pela tragédia que aflora nos tempos atuais. Numa análise histórica, podemos dizer que os nobres medievais dispunham de menos conforto que o mais miserável dos contemporâneos, o que flagra a mudança radical, não apenas de hábitos, mas também da acessibilidade aos ditos bens de consumo.

Emerge um novo paradigma, sustentado por um consenso liberal de que todos têm o direito ao acesso a bens que garantam não apenas sobrevivência biológica, mas social. Deste paradigma surge o sentimento de onipotência gerado pela “racionalização” das relações homem x natureza, fazendo-os verdadeiros rivais. Esta postura “biocida” estabeleceu uma realidade caótica, de resultados alarmantes, a ponto de estabelecer, em poucas décadas, a perspectiva de sobrevida do planeta. A relação de dominante e dominado, estabelecida entre homem e natureza, se deu através de meios de exploração em relação aos recursos naturais, fontes de energia, etc. Ocorre que esta postura pela sobrevivência econômica e social pôs em risco a mais elementar e fundamental das sobrevivências: a biológica. Visto de forma mais complexa o grande desafio é a sobrevivência planetária.

A discussão em torno da sobrevivência, independentemente da abordagem, fundamenta o surgimento de uma ciência ainda no século XIX. Ernst Haeckel (1834-1919) foi quem por primeiro utilizou o termo ecologia, por volta de 1860, definindo-o como o estudo do inter-retro-relacionamento de todos os sistemas vivos e não vivos entre e si e com o seu meio ambiente. Esta concepção dimensiona a complexidade com que o tema necessita ser tratado.

Fatos recentes como desastres ambientais, aquecimento global, redução do volume de água potável, fome e miséria têm comprometido o sucesso de sistemas e modelos econômicos convencionais. Os gestores públicos e das organizações são chamados a este debate para que contribuam com as transformações que emergem construindo novos caminhos em direção a modelos que possam contemplar as demandas planetárias atuais.

Através deste escrito pretende-se oferecer um debate significativo em torno de um gestor sensível às demandas de sobrevivência planetária, considerando a necessidade de se associar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Para tal, será promovida uma discussão teórica através de pesquisa bibliográfica de autores que se lançam ao desafio de compreender dialeticamente o tema proposto. Trata-se, portanto, de um debate de caráter dialético e solidário, na busca de elementos que possam fazer do gestor (administrador), um importante protagonista no grande espetáculo da sobrevivência planetária.

O gestor, desta forma, há que se voltar não apenas para os interesses e apelos do mercado, mas para a perspectiva de modificá-lo para que esta sobrevivência ocorra com dignidade. Trata-se de uma atitude ética, cooperativa e compassiva, em que, cada qual, se perceba co-responsável pelo planeta que se deixará para quem está por vir.



Ascensão, crise e falibilidade de modelos

A ciência, nas mais variadas expressões e manifestações, demonstra seu necessário grau de falibilidade e sujeição permanente a crises e conflitos. Estas são situações que se completam e não se distanciam. É parte da definição histórica do que se compreende por conhecimento científico. Conceitos imersos em paradigmas sustentados em teorias historicamente concebidas assumem um caráter semi-pseudo-dogmático, impondo-se como expressão da verdade e do correto, auto-caracterizando-se como infalíveis e inquestionáveis. A exploração de recursos ambientais, fontes de energia e o equilíbrio planetário são tentativas de transformar uma percepção de um determinado tempo e local em verdade absoluta. Infundiu-se por séculos a idéia de que era preciso explorar, dominar e se apossar de recursos e fontes naturais e transformá-las em bens e serviços, uma vez que, estes existem exclusivamente para este fim.

O século XXI, ainda em seus primeiros anos, vem sendo o tempo da grande ruptura, mudança e conflito em relação a este conceito historicamente afirmado. A crise tem despertado discussões que transcendem os limites da análise quantitativa dos efeitos antrópicos no seio da natureza e passa figurar numa discussão de âmbito planetário. É possível afirmar que “a atual crise ambiental é, portanto, muito mais a crise de uma sociedade do que uma crise de gerenciamento da natureza, tour court. (expressão francesa que significa na sua totalidade, por si só)” (BRÜGGER, 1999, p. 25). Mais do que uma questão de sobrevivência econômica num determinado tempo e espaço, trata-se de uma questão de sobrevivência do planeta. A intervenção humana, nas complexas de redes de sustentabilidade planetária, representa uma ameaça igualmente planetária.

A falência do modelo tradicional de conceber a relação entre a humanidade e a natureza (dominante x dominado) poderia ser explicada matematicamente ao se romper equações simples como as que sustentam e explicam o funcionamento das teias alimentares. Mas se isso não basta para convencer mentes de que: o alto grau de miséria em que se situam milhões de seres humanos; a elevada incidência de epidemias entre populações marginais ao modelo econômico adotado; o desaparecimento de espécies pelas alterações climáticas e pluviométricas, são de responsabilidade exclusiva da humanidade.

Enfim, um inumerável elenco de dados poderia ser citado para dizer que estamos diante de um modelo falível e em falência, responsável pela maior tragédia coletiva já vivida, que parece se anunciar ao longo de décadas e se aproximar sempre mais e mais rapidamente. As organizações têm, por sua vez, uma grande responsabilidade histórica em relação à problemática descrita e haverão de assumir um compromisso solidário no sentido de buscar possíveis caminhos que conduzam a soluções eficazes, eficientes e efetivas.

Há que se reconhecer também, que a presença humana, de forma racional, munida de conhecimentos e técnicas nunca será totalmente isenta de cometer equívocos ou promover alterações ambientais. Assim, “muitas pessoas acreditam que o crescimento econômico possa ser saudável ao ambiente. Na verdade isto nunca é possível. A maioria das atividades econômicas envolve consumo de energia e matéria-prima; este consumo, por sua vez, cria lixo que o planeta tem de absorver. Portanto, o crescimento verde é uma quimera. Mas o crescimento mais verde é possível” (CAIRNCROSS, 1992, p. 19). Esta parece ser a alternativa, agredir menos, utilizar melhor e aproveitar mais.

Assim, pelo que se conhece até o momento é possível dizer que não há desenvolvimento totalmente sustentável. O que emerge é a necessidade de promover um desenvolvimento menos agressivo, menos impactante e mais atento a vida. Esta mudança exige, por sua feita, um entendimento de que é preciso, além de inovar condutas de produtores e fornecedores, formar consumidores sensíveis à necessidade de utilizar produtos alternativos, energias menos sujas.

As mudanças de hábitos, no que diz respeito à relação entre a humanidade e o meio ambiente, é um caminho alternativo, genitor de uma nova concepção de desenvolvimento e que, por sua vez, exigem um novo gestor (administrador). Há várias formas de alcançá-la, porém, vislumbraremos três:
- impondo o novo modelo, punindo a quem não se adequar a ele;
- privilegiando a quem o adota, oferecendo-lhe visibilidade mercadológica em detrimento de quem não o faz;
- sensibilizando os seres humanos à necessidade de cuidar e mudar hábitos com o auxílio de políticas públicas adequadas.

As duas primeiras, de certa forma eficientes, parecem apelar a instintos como o da competitividade, punição e premiação. A eficiência relativa ocorre pelo fato de que o seu mérito encontra-se restrito ao campo econômico. Enquanto for lucrativo, não pagar multas ou vender melhor seus produtos, a organização apelará para modelos mais verdes, porém, em se esgotando estas vantagens o modelo será posto em questão.

A terceira será mais eficiente, porém, mais lenta e exige uma maior somatória de forças. Trata-se de alcançar o mérito da questão ambiental. Sensibilizar as pessoas para que renunciem a certos privilégios em favor da possibilidade de todos poderem viver melhor, renunciando a necessidade de lucrar mais, é uma ruptura altamente significativa. Este é um grande desafio para o eco-gestor que, no cumprimento de sua função sócio-empresarial, deverá implementar em sua prática e no contexto da organização, transformações de grande impacto, especialmente no campo econômico.

Entretanto, é importante lembrar que o Estado também tem um papel fundamental no cuidado com o meio ambiente, porém, não é possível atribuir apenas ao Estado o papel de imprimir mudanças no modo de vida e sobrevivência das pessoas. A sustentabilidade é de responsabilidade também das organizações. Estas precisam cumpri-lo de forma incondicional. Neste sentido afirma-se que

“O desenvolvimento sustentável nas organizações apresenta três dimensões que são: a econômica, a social e ambiental. Do ponto de vista econômica, a sustentabilidade prevê que as empresas têm que ser economicamente viáveis... Em termos sociais, a empresa deve satisfazer aos requisitos de proporcionar as melhores condições de trabalho aos seus empregados, procurando contemplar a diversidade cultural existente na sociedade em que atua, além de propiciar oportunidade aos deficientes de modo geral... Do ponto de vista ambiental, deve a organização pautar-se pela eco-eficiência dos seus processos produtivos, adotar a produção mais limpa, oferecer condições para o desenvolvimento de uma cultura ambiental organizacional, adotar uma postura de responsabilidade ambiental”... (DIAS, 2006, p 39-40)

Esta nova percepção torna-se necessária não apenas do ponto de vista da sustentabilidade e viabilidade do modelo econômico, mas também, da vida na Terra. Os excessos cometidos inviabilizam dramaticamente a existência de ambos: economia e vida. Parte desta inviabilidade se pode atribuir ao fato de que poucas vezes se percebeu que ambas têm uma forte relação de interdependência. Mas não se trata de perceber a vida como um recurso meramente econômico, mas ao contrário, a economia como uma ciência promotora da vida. A preocupação com a defesa e promoção da vida é outra importante característica do eco-gestor.

Emerge então um novo paradigma, no qual, o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental sejam parte de um todo. Com isso, os velhos modelos, de falência já decretada, cedem lugar a este, oportunizando o desejado desenvolvimento econômico aliado ao imprescindível cuidado ambiental. “O paradigma da economia ambiental, por ser este o paradigma do movimento ambientalista, é o desenvolvimento sustentável” (MONTIBELLER FILHO, 2004, p. 83). Seu sucesso dependerá não apenas da sua operacionalização na organização, mas em fazer com que fornecedores e consumidores também o considerem no momento de cumprir sua função na cadeia produtiva. Como mencionamos, é preciso que a sensibilidade seja o instrumento de incorporação e adoção deste paradigma.


O eco-gestor: atribuições e ações

A incorporação do conceito de sustentabilidade acena para um novo conceito de gestão e de gestor. O eco-gestor será aquele que além de administrar a casa, preocupa-se com ela. O gestor, neste contexto, será alguém atento não apenas ao sucesso da organização, mas aos valores que permeiam a vida em sua plenitude. Tanto o gestor quanto a organização estão inseridos num contexto planetário, o qual transcende os limites do mercado ou de qualquer sistema organizacional. Esta mudança de concepção traduz-se numa análise de métodos de produção e comercialização historicamente consolidados. Este vem sendo o desafio dos últimos anos
“a intensificação do comércio internacional a partir da Revolução Industrial... gerou um incremento da exploração predatória do ambiente natural nos países colonizados, que tinham suas riquezas naturais extraídas sem nenhuma preocupação com a sua reposição... O quadro não se alterou até a segunda metade do século XX, quando cresceu a preocupação com as modificações geradas pelo comércio internacional”... (DIAS, 2006, p. 103)

A dificuldade de compreensão em relação ao novo paradigma tem, portanto, uma historicidade muito peculiar. Se até a Revolução Industrial o homem extraiu da natureza o suficiente para sobreviver e alguns poucos excessos (porém restritos a poucos), no período que segue o que mais se vê é produção de excessos, estimulada pelo comércio e por outras formas de intercâmbio de mercadorias e produtos. O que era restrito a poucos, agora vai absorvendo uma quantidade cada vez maior de consumidores. Mais do que isso, o nível de exigência amplia-se proporcionalmente ao volume de invenções e descobertas ocorridas.

As preocupações em relação às questões ambientais intensificaram-se a partir da segunda metade do século XX. O ano de 1962 pode ser considerado um divisor de águas, pois os problemas derivados da relação do homem com o meio ambiente eram abordados de forma muito superficial. Foi nesse ano, que Rachel Carson publicou o livro Silent Spring (Primavera Silenciosa), que teve enorme repercussão na opinião pública e que expunha os perigos de um inseticida, o DDT. A atenção da comunidade econômica passou, num primeiro momento, no sentido de minimizar o alerta, o que não ocorreu no meio científico, que passou a se debruçar de forma intensa sobre a temática.

Além do conhecimento técnico elaborado a partir de intensos estudos, culminou com conclusões amplamente instigantes. Desta forma, “uma das características mais patentes no ambientalismo é a exigência de novas posturas no quadro das relações entre nações, visto pressupor a necessidade de uma política ambiental global (tendo em conta que grande parte dos problemas relacionados ao meio ambiente extrapolam fronteiras geopolíticas)” (MONTIBELLER FILHO, 2004, p. 41). A intensidade destas discussões soma-se ao sofrimento vivido por parcela significativa da população mundial, fazendo com que novas dimensões sejam incorporadas à discussão. O eco-gestor é o administrador que se sensibiliza e lidera a constante luta pelo fim deste sofrimento e criação de novos caminhos.

Numa visão mercadológica afirma-se que “globalizamos a nossa preocupação com o meio ambiente. De fato, parece que a preocupação com a Guerra Fria está sendo substituída por uma preocupação global com a preservação do meio ambiente” (NAISBITT, 1999, p. 25-6). Esta é uma afirmativa verdadeira, porém, ainda não se globalizou o mérito da questão. A tendência está mais alicerçada nos princípios da punição a quem não cumpre certas determinações e uma premiação a quem segue a risca o que é estabelecido por agencias internacionais de controle. O eco-gestor é o administrador visionário, que percebe a tragédia humana contemporânea que tem vitimado a vida na terra como grande punição histórica. Além disso, é o cidadão planetário que percebe na possibilidade de uma vida mais digna para todos os seres vivos, especialmente para os que ainda não nasceram.

Em contrapartida é possível afirmar que
“O que deve ser mundializado atualmente é menos o capital, o mercado, a ciência e a técnica. O que deve ser mundializado, fundamentalmente, ser mais mundializado é a solidariedade para com todos os seres, a partir dos mais afetados, a valorização ardente da vida, em todas as suas formas, a participação como resposta ao chamado de cada ser humano e à dinâmica mesmo do universo, a veneração para com a natureza da qual somos parte, e parte responsável”. (BOFF, 1996, p. 41)

Trata-se de uma visão humanista, ética e solidária, assumida por muitos gestores públicos e de organizações e que pode representar um caminho possível entre o apresentado por Naisbitt e que poderia ser considerado ideal. A utopia apresentada não pode ser encarada como algo improvável ou até impossível, mas ao contrário, vista como um desafio. O fato das organizações manifestarem, a seu modo, certas preocupações representa um avanço igualmente improvável há poucas décadas. Perseguir um ideal não é apenas parte de um sonho, mas um compromisso a ser inserido na formação acadêmica de gestores, os quais em pouco tempo farão ecoar este ideal em seu campo de atuação.

A mundialização destas novas demandas já apresenta certa intensidade em setores significativos da comunidade planetária. Mas não o suficiente, pois “a solidariedade internacional é hoje assumida apenas por associações humanitárias, ao passo que houve um tempo em que ela concernia em primeiro lugar aos sindicatos e aos partidos de esquerda” (GUATTARI, 1990, p. 26). A percepção coletiva desta necessidade requer um aprofundamento ainda maior das políticas públicas em torno do tema e da sensibilização da sociedade como um todo. É neste quesito que contemplamos os gestores destas organizações que além de seu compromisso pessoal, podem imprimir um comprometimento do grupo social em que estão inseridos.

A compreensão planetária do compromisso a ser assumido no ato de gerir uma empresa ou organização requer uma concepção clara de planetariedade. Além disto, há que se sensibilizar cada homem e cada mulher no sentido de tomar o cuidado necessário para que sua presença no mundo não seja uma ameaça para a paz ambiental e consequentemente a paz planetária. Neste sentido os modelos convencionais de gestão têm se demonstrado altamente falíveis. Prova disto são as conseqüências de bilhões de toneladas de carbono lançadas na atmosfera, que aquecem todo o planeta e, frequentemente, vitimam os grandes aglomerados e bolsões de miseráveis.

Assim, constata-se que “o dano ambiental pode ocorrer longe da causa original. A chuva ácida na Noruega pode ser provocada pelas usinas movidas a carvão na Inglaterra ou pelos veículos alemães. Pode acontecer muito tempo depois do evento original e ser tarde demais para a ação preventiva” (CAIRNCROSS, 1992, p. 28). Por conta disto, é que tem sido comum desde a década de 60 buscar estabelecer consensos internacionais através de acordos que possam minimizar os efeitos e impactos causados pela equivocada relação entre o homem e a natureza.

Publicações e conferências ocorridas em diversas partes do mundo contribuíram para que se construísse uma nova percepção acerca da equivocada relação homem e natureza. O que efetivamente não representa a solução definitiva da problemática ambiental, pois muitos dos eventos foram motivados por questões econômicas e de conveniência regional, em detrimento das razões ambientais, humanas e planetárias. Apesar disso, fazem parte de uma seqüência de fatos históricos que conduziram a humanidade a atual conjuntura de preocupações ambientais.

Prova disso é que surgem diferentes conceitos que buscam a superação das concepções convencionais. Uma delas é o conceito de eco-desenvolvimento que
“pressupõe, então, uma solidariedade sincrônica com os povos atuais, na medida em que desloca o enfoque da lógica da produção para a ótica das necessidades fundamentais da população; e uma solidariedade diacrônica, expressa na economia de recursos naturais e na perspectiva ecológica para garantir possibilidade de qualidade de vida às próximas gerações”. (MONTIBELLER FILHO, 2004, p.47)

Este é um conceito que merece uma atenção especial pela sua complexidade e apelo à racionalidade. A racionalidade é, pois, uma característica humana, a qual não pode ser ignorada, ao contrário, o eco-gestor será a parte humana e racional, que fará valer sua condição de co-responsável pela preservação e promoção da vida. Não apenas a sua vida, mas de todos que estão vivos.


Perspectivas de sustentabilidade: solidariedade e comprometimento planetário

O debate que tange o tema da sustentabilidade implica em transcender as providências de correção e recuperação. Há que se estabelecer uma intensa busca em direção a medidas preventivas que ultrapassam os limites do que permite compreender a ciência convencional. Para tanto, é necessário apelar para que é essencialmente humano: a solidariedade. O gestor solidário é também um sujeito comprometido com o planeta, sempre atento às alternativas para modelos clássicos sem, no entanto, ignorar sua importância.

Tal tendência alimenta perspectivas reais de um contexto de convívio possível, porém, diferente dos modelos convencionais que se conhece. Isto é possível partindo-se da inserção de valores éticos. “o ser humano vive eticamente quando renunciar estar sobre os outros para estar junto com os outros” (BOFF, 1996, 36). O gestor será então, um agente ator de um processo que poderá expressar apenas preocupações econômicas e financeiras, ou então, utilizar-se de sua condição para estabelecer uma conduta inovadora.

A inovação está na mudança de paradigma, uma vez que, tradicionalmente, se tem atribuído valor à prática de sobrevivência em termos de mercado e agora a sobrevivência alcança o espaço planetário. As preocupações com a qualidade de vida das pessoas passam a dominar os debates, inclusive no campo da gestão de empresas e organizações. A complexidade desta temática associada a da sustentabilidade impõe uma discussão de grande impacto em todos os campos da vida humana.

Assim, um curso de graduação em administração não pode apenas atender as demandas restritas a seu campo, até porque, os campos de atuação das ciências não são mais restritos. A multi e a transdisciplinaridade são fenômenos recorrentes das inovações reais e concretas dos modelos que já demonstram falibilidade. A falibilidade, longe de ser um defeito, é uma característica fundamental em relação a qualquer ramo da ciência, como no caso da administração. O eco-gestor, como portador dos saberes da ciência da administração, deverá ser flexível às constantes mudanças das ciências e preparado para estar em permanente (trans)formação pessoal.

Para tanto, conta-se com a humildade, como característica do ser humano, que há em cada eco-gestor. A onipotência foi uma característica do homem do século XX, o que o fez acreditar que tudo o que existe é apenas um apêndice da criatura maior: ele próprio. Hoje é preciso “conhecer o humano, não separá-lo do Universo, mas situá-lo nele” (MORIN, 2005, p. 37). Este sentimento de presença, partilha e compromisso, é o que tem feito a referida mudança de paradigma uma constante entre seres humanos, empresas e organizações.

Condutas éticas em favor da vida, posturas solidárias e de tolerância são caminhos apontados como de grande significação no sentido de reverter o quadro desastroso em que a humanidade se lançou. Para tanto, como mencionado anteriormente, há que se perceber a gestão, de uma organização ou empresa, como um campo multi/transdisciplinar onde é necessário investir em políticas de prevenção e formação de sujeitos atentos à nova demanda.

Mas não basta fazer isto em relação ao gestor. É preciso estender a fornecedores, produtores, consumidores, enfim, há que se sensibilizar o ser humano em relação a sua responsabilidade. São, portanto, passos que devem ser planejados simultaneamente, atores a sensibilizar diante de um espetáculo que poderá ser encantador, ou ter seu brilho ofuscado pela insensível incapacidade do ser humano de cuidar amorosamente de seu lar.



Conclusão

O eco-gestor será um ser humano compreendido na essência do termo. Longe de ser um super-herói, será o que há de mais virtuoso na concepção de ser humano: um ser solidário. Um ser capaz de reconhecer sua responsabilidade e superar valores historicamente impostos por regimes e modelos já superados pelo tempo e, principalmente, por seus resultados.

Estas características não se assumem espontaneamente, mas como fruto da vivência social e acadêmica. As circunstâncias e contextos, aos olhos atentos de seres humanos sensíveis à causa ambiental, representam um campo fértil de buscas de novas posturas e condutas. Mas é a academia, a grande responsável pelo salto qualitativo em direção a formação de um administrador imerso no compromisso de defender a dignidade da vida planetária: o eco-gestor. Um administrador formado pelo conhecimento e (trans)formado pela sensibilidade solidária que o torna mais ético.

Desta forma, é fundamental que a academia (universidade) seja capaz de fomentar este novo perfil de administrador. Ela não pode se lançar ao espontaneísmo e permitir que o acadêmico seja apenas um diplomado. É de sua responsabilidade imprimir um caráter inovador na formação dos acadêmicos, através de currículos flexíveis e atentos às demandas dos novos tempos. Não será a academia a transformadora da sociedade e, muito menos ela, ventríloqua de seus paradigmas engessados. A formação de um eco-gestor necessita de uma relação dialética entre academia e sociedade, promovendo um permanente processo de (re)construção humana.

A “Primavera Silenciosa” parece ter dado voz ao desejo firme e concreto em favor de um futuro possível. O próprio homem, através da ciência, tem provado que é possível explorar de forma sustentável toda a sorte de recursos e fontes de matéria-prima e energia sem comprometer substancialmente o equilíbrio e a vida na Terra. A utopia do possível é transcrita em forma de uma renovada esperança, através da qual, seja possível estabelecer um novo paradigma: o da sobrevivência sustentável.

As respostas para os conflitos emergentes não são poucas ou definitivas, mas ilustram o grande potencial que é carregado por cada ser humano. O gestor empresarial, como ser humano, também o possui e sua utilização será determinada por valores, perspectivas e compromissos que assumir.




Bibliografia

BOFF, Leonardo. Ecologia, mundialização e espiritualidade: a emergência de um novo paradigma. 2ª edição. São Paulo: Ática. 1996.

BRÜGGER, Paulo. Educação ou adestramento ambiental? 2ª edição. Florianópolis (SC): Letras contemporâneas, 1999.

CAIRNCROSS, Francês. Meio ambiente: custos e benefícios. Tradução: Cid Knipel Moreira. São Paulo: Nobel, 1992.

DIAS, Reinaldo. Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. São Paulo: Atlas, 2006.

GUATTARI, Félix. As três ecologias. Tradução: Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 1990.

MONTIBELLER FILHO, Gilberto. O mito do desenvolvimento sustentável: meio ambiente e custos sociais no moderno sistema produtor de mercadorias. 2ª edição revisada. Florianópolis: Editora da UFSC, 2004.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Tradução: Eloá Jacobina – 11ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

NAISBITT, John. Paradoxo global. Tradução: Ivo Korytowski. Rio de Janeiro: Campus; São Paulo: Publifolha, 1999


Autor: Nilton Bruno Tomelin
Titulação: Mestre em Educação e Licenciado em Biologia.
Função: Professor da disciplina de Ecologia e Meio Ambiente do Curso de Administração
Instituição: UNIFEBE.
Endereço: Rua Prefeito Alex Persuhn, 52. Centro. CEP: 89 124 – 000. Benedito Novo – SC.
Fone: (47) 91718321
E-mail: nilton@unifebe.edu.br




Resumo:
A academia propõe com freqüência debater, nos diferentes campos de ação, sua nova responsabilidade frente às novas demandas. A história tem sido cenário e palco de grandes discussões, em torno das quais, se tem alcançado resultados promissores no contexto da tomada de conhecimento das grandes ameaças a vida. A complexidade inerente a sustentabilidade remete a rever outros conceitos como o de sobrevivência e qualidade de vida. Assim, a gestão com perspectivas ecológicas terá seu espaço e suas atribuições garantidas no momento em que gerenciar passa a ser um ato em favor da vida. Sobreviver é um direito e sua extensão a universalidade dos seres vivos é um compromisso de todos.

Palavras-chave: Academia, sustentabilidade, sobrevivência, qualidade de vida.


Eco-management: Sustainability and survival.

Abstract:
The academy frequently proposes debating on the different field of activity, its new responsibilities in front of the new demands. History has been stage and scenery of great discussions which have led to reaching promising results on the context of unraveling the great threats to life. The complexity inherent to sustainability leads us to reviewing other concepts, such as survival and life quality. So, management with ecological perspectives will have its space and its attributions granted at the very moment in which managing becomes an act in favor of life. Survival is a right and its extension to the universality of the living beings it’s a commitment of everyone.

Key words: Academic formation, sustainability, survival, life quality.

Introdução

O século XXI tem sido considerado o ponto culminante, do ponto de vista de historicidade, quanto a questão ambiental. A questão ambiental deriva do século XIX, e se apresenta com mais intensidade no século XX, tempo em que o meio científico tem conclamado a humanidade a rever seus hábitos, necessidades e especulações. Pode-se dizer que o se o século XX foi o da tecnologia (tecnozóico) o século XXI será o da ecologia (ecozóico). Paralelamente, surgem discussões em torno da sustentabilidade, como exigência neste novo tempo, no sentido de garantir a sobrevivência, não apenas econômica, mas também planetária.

O gestor, nesta perspectiva, não será apenas um administrador de recursos em busca de melhores resultados econômicos, mas um ser humano atento às necessidades do planeta que é infinitamente superior ao mercado. Surge a figura do eco-gestor, responsável por uma necessária mudança histórica em torno do comportamento econômico da humanidade.

Esta nova demanda é decorrente de um processo histórico em que priorizou-se a exploração de recursos e fontes de energia, dispensando-se pouco tempo e atenção para questões relativas ao cuidado com a vida. Assim, é possível afirmar que as gerações pós-revolução industrial são indiscutivelmente as grandes responsáveis pela tragédia que aflora nos tempos atuais. Numa análise histórica, podemos dizer que os nobres medievais dispunham de menos conforto que o mais miserável dos contemporâneos, o que flagra a mudança radical, não apenas de hábitos, mas também da acessibilidade aos ditos bens de consumo.

Emerge um novo paradigma, sustentado por um consenso liberal de que todos têm o direito ao acesso a bens que garantam não apenas sobrevivência biológica, mas social. Deste paradigma surge o sentimento de onipotência gerado pela “racionalização” das relações homem x natureza, fazendo-os verdadeiros rivais. Esta postura “biocida” estabeleceu uma realidade caótica, de resultados alarmantes, a ponto de estabelecer, em poucas décadas, a perspectiva de sobrevida do planeta. A relação de dominante e dominado, estabelecida entre homem e natureza, se deu através de meios de exploração em relação aos recursos naturais, fontes de energia, etc. Ocorre que esta postura pela sobrevivência econômica e social pôs em risco a mais elementar e fundamental das sobrevivências: a biológica. Visto de forma mais complexa o grande desafio é a sobrevivência planetária.

A discussão em torno da sobrevivência, independentemente da abordagem, fundamenta o surgimento de uma ciência ainda no século XIX. Ernst Haeckel (1834-1919) foi quem por primeiro utilizou o termo ecologia, por volta de 1860, definindo-o como o estudo do inter-retro-relacionamento de todos os sistemas vivos e não vivos entre e si e com o seu meio ambiente. Esta concepção dimensiona a complexidade com que o tema necessita ser tratado.

Fatos recentes como desastres ambientais, aquecimento global, redução do volume de água potável, fome e miséria têm comprometido o sucesso de sistemas e modelos econômicos convencionais. Os gestores públicos e das organizações são chamados a este debate para que contribuam com as transformações que emergem construindo novos caminhos em direção a modelos que possam contemplar as demandas planetárias atuais.

Através deste escrito pretende-se oferecer um debate significativo em torno de um gestor sensível às demandas de sobrevivência planetária, considerando a necessidade de se associar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Para tal, será promovida uma discussão teórica através de pesquisa bibliográfica de autores que se lançam ao desafio de compreender dialeticamente o tema proposto. Trata-se, portanto, de um debate de caráter dialético e solidário, na busca de elementos que possam fazer do gestor (administrador), um importante protagonista no grande espetáculo da sobrevivência planetária.

O gestor, desta forma, há que se voltar não apenas para os interesses e apelos do mercado, mas para a perspectiva de modificá-lo para que esta sobrevivência ocorra com dignidade. Trata-se de uma atitude ética, cooperativa e compassiva, em que, cada qual, se perceba co-responsável pelo planeta que se deixará para quem está por vir.



Ascensão, crise e falibilidade de modelos

A ciência, nas mais variadas expressões e manifestações, demonstra seu necessário grau de falibilidade e sujeição permanente a crises e conflitos. Estas são situações que se completam e não se distanciam. É parte da definição histórica do que se compreende por conhecimento científico. Conceitos imersos em paradigmas sustentados em teorias historicamente concebidas assumem um caráter semi-pseudo-dogmático, impondo-se como expressão da verdade e do correto, auto-caracterizando-se como infalíveis e inquestionáveis. A exploração de recursos ambientais, fontes de energia e o equilíbrio planetário são tentativas de transformar uma percepção de um determinado tempo e local em verdade absoluta. Infundiu-se por séculos a idéia de que era preciso explorar, dominar e se apossar de recursos e fontes naturais e transformá-las em bens e serviços, uma vez que, estes existem exclusivamente para este fim.

O século XXI, ainda em seus primeiros anos, vem sendo o tempo da grande ruptura, mudança e conflito em relação a este conceito historicamente afirmado. A crise tem despertado discussões que transcendem os limites da análise quantitativa dos efeitos antrópicos no seio da natureza e passa figurar numa discussão de âmbito planetário. É possível afirmar que “a atual crise ambiental é, portanto, muito mais a crise de uma sociedade do que uma crise de gerenciamento da natureza, tour court. (expressão francesa que significa na sua totalidade, por si só)” (BRÜGGER, 1999, p. 25). Mais do que uma questão de sobrevivência econômica num determinado tempo e espaço, trata-se de uma questão de sobrevivência do planeta. A intervenção humana, nas complexas de redes de sustentabilidade planetária, representa uma ameaça igualmente planetária.

A falência do modelo tradicional de conceber a relação entre a humanidade e a natureza (dominante x dominado) poderia ser explicada matematicamente ao se romper equações simples como as que sustentam e explicam o funcionamento das teias alimentares. Mas se isso não basta para convencer mentes de que: o alto grau de miséria em que se situam milhões de seres humanos; a elevada incidência de epidemias entre populações marginais ao modelo econômico adotado; o desaparecimento de espécies pelas alterações climáticas e pluviométricas, são de responsabilidade exclusiva da humanidade.

Enfim, um inumerável elenco de dados poderia ser citado para dizer que estamos diante de um modelo falível e em falência, responsável pela maior tragédia coletiva já vivida, que parece se anunciar ao longo de décadas e se aproximar sempre mais e mais rapidamente. As organizações têm, por sua vez, uma grande responsabilidade histórica em relação à problemática descrita e haverão de assumir um compromisso solidário no sentido de buscar possíveis caminhos que conduzam a soluções eficazes, eficientes e efetivas.

Há que se reconhecer também, que a presença humana, de forma racional, munida de conhecimentos e técnicas nunca será totalmente isenta de cometer equívocos ou promover alterações ambientais. Assim, “muitas pessoas acreditam que o crescimento econômico possa ser saudável ao ambiente. Na verdade isto nunca é possível. A maioria das atividades econômicas envolve consumo de energia e matéria-prima; este consumo, por sua vez, cria lixo que o planeta tem de absorver. Portanto, o crescimento verde é uma quimera. Mas o crescimento mais verde é possível” (CAIRNCROSS, 1992, p. 19). Esta parece ser a alternativa, agredir menos, utilizar melhor e aproveitar mais.

Assim, pelo que se conhece até o momento é possível dizer que não há desenvolvimento totalmente sustentável. O que emerge é a necessidade de promover um desenvolvimento menos agressivo, menos impactante e mais atento a vida. Esta mudança exige, por sua feita, um entendimento de que é preciso, além de inovar condutas de produtores e fornecedores, formar consumidores sensíveis à necessidade de utilizar produtos alternativos, energias menos sujas.

As mudanças de hábitos, no que diz respeito à relação entre a humanidade e o meio ambiente, é um caminho alternativo, genitor de uma nova concepção de desenvolvimento e que, por sua vez, exigem um novo gestor (administrador). Há várias formas de alcançá-la, porém, vislumbraremos três:
- impondo o novo modelo, punindo a quem não se adequar a ele;
- privilegiando a quem o adota, oferecendo-lhe visibilidade mercadológica em detrimento de quem não o faz;
- sensibilizando os seres humanos à necessidade de cuidar e mudar hábitos com o auxílio de políticas públicas adequadas.

As duas primeiras, de certa forma eficientes, parecem apelar a instintos como o da competitividade, punição e premiação. A eficiência relativa ocorre pelo fato de que o seu mérito encontra-se restrito ao campo econômico. Enquanto for lucrativo, não pagar multas ou vender melhor seus produtos, a organização apelará para modelos mais verdes, porém, em se esgotando estas vantagens o modelo será posto em questão.

A terceira será mais eficiente, porém, mais lenta e exige uma maior somatória de forças. Trata-se de alcançar o mérito da questão ambiental. Sensibilizar as pessoas para que renunciem a certos privilégios em favor da possibilidade de todos poderem viver melhor, renunciando a necessidade de lucrar mais, é uma ruptura altamente significativa. Este é um grande desafio para o eco-gestor que, no cumprimento de sua função sócio-empresarial, deverá implementar em sua prática e no contexto da organização, transformações de grande impacto, especialmente no campo econômico.

Entretanto, é importante lembrar que o Estado também tem um papel fundamental no cuidado com o meio ambiente, porém, não é possível atribuir apenas ao Estado o papel de imprimir mudanças no modo de vida e sobrevivência das pessoas. A sustentabilidade é de responsabilidade também das organizações. Estas precisam cumpri-lo de forma incondicional. Neste sentido afirma-se que

“O desenvolvimento sustentável nas organizações apresenta três dimensões que são: a econômica, a social e ambiental. Do ponto de vista econômica, a sustentabilidade prevê que as empresas têm que ser economicamente viáveis... Em termos sociais, a empresa deve satisfazer aos requisitos de proporcionar as melhores condições de trabalho aos seus empregados, procurando contemplar a diversidade cultural existente na sociedade em que atua, além de propiciar oportunidade aos deficientes de modo geral... Do ponto de vista ambiental, deve a organização pautar-se pela eco-eficiência dos seus processos produtivos, adotar a produção mais limpa, oferecer condições para o desenvolvimento de uma cultura ambiental organizacional, adotar uma postura de responsabilidade ambiental”... (DIAS, 2006, p 39-40)

Esta nova percepção torna-se necessária não apenas do ponto de vista da sustentabilidade e viabilidade do modelo econômico, mas também, da vida na Terra. Os excessos cometidos inviabilizam dramaticamente a existência de ambos: economia e vida. Parte desta inviabilidade se pode atribuir ao fato de que poucas vezes se percebeu que ambas têm uma forte relação de interdependência. Mas não se trata de perceber a vida como um recurso meramente econômico, mas ao contrário, a economia como uma ciência promotora da vida. A preocupação com a defesa e promoção da vida é outra importante característica do eco-gestor.

Emerge então um novo paradigma, no qual, o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental sejam parte de um todo. Com isso, os velhos modelos, de falência já decretada, cedem lugar a este, oportunizando o desejado desenvolvimento econômico aliado ao imprescindível cuidado ambiental. “O paradigma da economia ambiental, por ser este o paradigma do movimento ambientalista, é o desenvolvimento sustentável” (MONTIBELLER FILHO, 2004, p. 83). Seu sucesso dependerá não apenas da sua operacionalização na organização, mas em fazer com que fornecedores e consumidores também o considerem no momento de cumprir sua função na cadeia produtiva. Como mencionamos, é preciso que a sensibilidade seja o instrumento de incorporação e adoção deste paradigma.


O eco-gestor: atribuições e ações

A incorporação do conceito de sustentabilidade acena para um novo conceito de gestão e de gestor. O eco-gestor será aquele que além de administrar a casa, preocupa-se com ela. O gestor, neste contexto, será alguém atento não apenas ao sucesso da organização, mas aos valores que permeiam a vida em sua plenitude. Tanto o gestor quanto a organização estão inseridos num contexto planetário, o qual transcende os limites do mercado ou de qualquer sistema organizacional. Esta mudança de concepção traduz-se numa análise de métodos de produção e comercialização historicamente consolidados. Este vem sendo o desafio dos últimos anos
“a intensificação do comércio internacional a partir da Revolução Industrial... gerou um incremento da exploração predatória do ambiente natural nos países colonizados, que tinham suas riquezas naturais extraídas sem nenhuma preocupação com a sua reposição... O quadro não se alterou até a segunda metade do século XX, quando cresceu a preocupação com as modificações geradas pelo comércio internacional”... (DIAS, 2006, p. 103)

A dificuldade de compreensão em relação ao novo paradigma tem, portanto, uma historicidade muito peculiar. Se até a Revolução Industrial o homem extraiu da natureza o suficiente para sobreviver e alguns poucos excessos (porém restritos a poucos), no período que segue o que mais se vê é produção de excessos, estimulada pelo comércio e por outras formas de intercâmbio de mercadorias e produtos. O que era restrito a poucos, agora vai absorvendo uma quantidade cada vez maior de consumidores. Mais do que isso, o nível de exigência amplia-se proporcionalmente ao volume de invenções e descobertas ocorridas.

As preocupações em relação às questões ambientais intensificaram-se a partir da segunda metade do século XX. O ano de 1962 pode ser considerado um divisor de águas, pois os problemas derivados da relação do homem com o meio ambiente eram abordados de forma muito superficial. Foi nesse ano, que Rachel Carson publicou o livro Silent Spring (Primavera Silenciosa), que teve enorme repercussão na opinião pública e que expunha os perigos de um inseticida, o DDT. A atenção da comunidade econômica passou, num primeiro momento, no sentido de minimizar o alerta, o que não ocorreu no meio científico, que passou a se debruçar de forma intensa sobre a temática.

Além do conhecimento técnico elaborado a partir de intensos estudos, culminou com conclusões amplamente instigantes. Desta forma, “uma das características mais patentes no ambientalismo é a exigência de novas posturas no quadro das relações entre nações, visto pressupor a necessidade de uma política ambiental global (tendo em conta que grande parte dos problemas relacionados ao meio ambiente extrapolam fronteiras geopolíticas)” (MONTIBELLER FILHO, 2004, p. 41). A intensidade destas discussões soma-se ao sofrimento vivido por parcela significativa da população mundial, fazendo com que novas dimensões sejam incorporadas à discussão. O eco-gestor é o administrador que se sensibiliza e lidera a constante luta pelo fim deste sofrimento e criação de novos caminhos.

Numa visão mercadológica afirma-se que “globalizamos a nossa preocupação com o meio ambiente. De fato, parece que a preocupação com a Guerra Fria está sendo substituída por uma preocupação global com a preservação do meio ambiente” (NAISBITT, 1999, p. 25-6). Esta é uma afirmativa verdadeira, porém, ainda não se globalizou o mérito da questão. A tendência está mais alicerçada nos princípios da punição a quem não cumpre certas determinações e uma premiação a quem segue a risca o que é estabelecido por agencias internacionais de controle. O eco-gestor é o administrador visionário, que percebe a tragédia humana contemporânea que tem vitimado a vida na terra como grande punição histórica. Além disso, é o cidadão planetário que percebe na possibilidade de uma vida mais digna para todos os seres vivos, especialmente para os que ainda não nasceram.

Em contrapartida é possível afirmar que
“O que deve ser mundializado atualmente é menos o capital, o mercado, a ciência e a técnica. O que deve ser mundializado, fundamentalmente, ser mais mundializado é a solidariedade para com todos os seres, a partir dos mais afetados, a valorização ardente da vida, em todas as suas formas, a participação como resposta ao chamado de cada ser humano e à dinâmica mesmo do universo, a veneração para com a natureza da qual somos parte, e parte responsável”. (BOFF, 1996, p. 41)

Trata-se de uma visão humanista, ética e solidária, assumida por muitos gestores públicos e de organizações e que pode representar um caminho possível entre o apresentado por Naisbitt e que poderia ser considerado ideal. A utopia apresentada não pode ser encarada como algo improvável ou até impossível, mas ao contrário, vista como um desafio. O fato das organizações manifestarem, a seu modo, certas preocupações representa um avanço igualmente improvável há poucas décadas. Perseguir um ideal não é apenas parte de um sonho, mas um compromisso a ser inserido na formação acadêmica de gestores, os quais em pouco tempo farão ecoar este ideal em seu campo de atuação.

A mundialização destas novas demandas já apresenta certa intensidade em setores significativos da comunidade planetária. Mas não o suficiente, pois “a solidariedade internacional é hoje assumida apenas por associações humanitárias, ao passo que houve um tempo em que ela concernia em primeiro lugar aos sindicatos e aos partidos de esquerda” (GUATTARI, 1990, p. 26). A percepção coletiva desta necessidade requer um aprofundamento ainda maior das políticas públicas em torno do tema e da sensibilização da sociedade como um todo. É neste quesito que contemplamos os gestores destas organizações que além de seu compromisso pessoal, podem imprimir um comprometimento do grupo social em que estão inseridos.

A compreensão planetária do compromisso a ser assumido no ato de gerir uma empresa ou organização requer uma concepção clara de planetariedade. Além disto, há que se sensibilizar cada homem e cada mulher no sentido de tomar o cuidado necessário para que sua presença no mundo não seja uma ameaça para a paz ambiental e consequentemente a paz planetária. Neste sentido os modelos convencionais de gestão têm se demonstrado altamente falíveis. Prova disto são as conseqüências de bilhões de toneladas de carbono lançadas na atmosfera, que aquecem todo o planeta e, frequentemente, vitimam os grandes aglomerados e bolsões de miseráveis.

Assim, constata-se que “o dano ambiental pode ocorrer longe da causa original. A chuva ácida na Noruega pode ser provocada pelas usinas movidas a carvão na Inglaterra ou pelos veículos alemães. Pode acontecer muito tempo depois do evento original e ser tarde demais para a ação preventiva” (CAIRNCROSS, 1992, p. 28). Por conta disto, é que tem sido comum desde a década de 60 buscar estabelecer consensos internacionais através de acordos que possam minimizar os efeitos e impactos causados pela equivocada relação entre o homem e a natureza.

Publicações e conferências ocorridas em diversas partes do mundo contribuíram para que se construísse uma nova percepção acerca da equivocada relação homem e natureza. O que efetivamente não representa a solução definitiva da problemática ambiental, pois muitos dos eventos foram motivados por questões econômicas e de conveniência regional, em detrimento das razões ambientais, humanas e planetárias. Apesar disso, fazem parte de uma seqüência de fatos históricos que conduziram a humanidade a atual conjuntura de preocupações ambientais.

Prova disso é que surgem diferentes conceitos que buscam a superação das concepções convencionais. Uma delas é o conceito de eco-desenvolvimento que
“pressupõe, então, uma solidariedade sincrônica com os povos atuais, na medida em que desloca o enfoque da lógica da produção para a ótica das necessidades fundamentais da população; e uma solidariedade diacrônica, expressa na economia de recursos naturais e na perspectiva ecológica para garantir possibilidade de qualidade de vida às próximas gerações”. (MONTIBELLER FILHO, 2004, p.47)

Este é um conceito que merece uma atenção especial pela sua complexidade e apelo à racionalidade. A racionalidade é, pois, uma característica humana, a qual não pode ser ignorada, ao contrário, o eco-gestor será a parte humana e racional, que fará valer sua condição de co-responsável pela preservação e promoção da vida. Não apenas a sua vida, mas de todos que estão vivos.


Perspectivas de sustentabilidade: solidariedade e comprometimento planetário

O debate que tange o tema da sustentabilidade implica em transcender as providências de correção e recuperação. Há que se estabelecer uma intensa busca em direção a medidas preventivas que ultrapassam os limites do que permite compreender a ciência convencional. Para tanto, é necessário apelar para que é essencialmente humano: a solidariedade. O gestor solidário é também um sujeito comprometido com o planeta, sempre atento às alternativas para modelos clássicos sem, no entanto, ignorar sua importância.

Tal tendência alimenta perspectivas reais de um contexto de convívio possível, porém, diferente dos modelos convencionais que se conhece. Isto é possível partindo-se da inserção de valores éticos. “o ser humano vive eticamente quando renunciar estar sobre os outros para estar junto com os outros” (BOFF, 1996, 36). O gestor será então, um agente ator de um processo que poderá expressar apenas preocupações econômicas e financeiras, ou então, utilizar-se de sua condição para estabelecer uma conduta inovadora.

A inovação está na mudança de paradigma, uma vez que, tradicionalmente, se tem atribuído valor à prática de sobrevivência em termos de mercado e agora a sobrevivência alcança o espaço planetário. As preocupações com a qualidade de vida das pessoas passam a dominar os debates, inclusive no campo da gestão de empresas e organizações. A complexidade desta temática associada a da sustentabilidade impõe uma discussão de grande impacto em todos os campos da vida humana.

Assim, um curso de graduação em administração não pode apenas atender as demandas restritas a seu campo, até porque, os campos de atuação das ciências não são mais restritos. A multi e a transdisciplinaridade são fenômenos recorrentes das inovações reais e concretas dos modelos que já demonstram falibilidade. A falibilidade, longe de ser um defeito, é uma característica fundamental em relação a qualquer ramo da ciência, como no caso da administração. O eco-gestor, como portador dos saberes da ciência da administração, deverá ser flexível às constantes mudanças das ciências e preparado para estar em permanente (trans)formação pessoal.

Para tanto, conta-se com a humildade, como característica do ser humano, que há em cada eco-gestor. A onipotência foi uma característica do homem do século XX, o que o fez acreditar que tudo o que existe é apenas um apêndice da criatura maior: ele próprio. Hoje é preciso “conhecer o humano, não separá-lo do Universo, mas situá-lo nele” (MORIN, 2005, p. 37). Este sentimento de presença, partilha e compromisso, é o que tem feito a referida mudança de paradigma uma constante entre seres humanos, empresas e organizações.

Condutas éticas em favor da vida, posturas solidárias e de tolerância são caminhos apontados como de grande significação no sentido de reverter o quadro desastroso em que a humanidade se lançou. Para tanto, como mencionado anteriormente, há que se perceber a gestão, de uma organização ou empresa, como um campo multi/transdisciplinar onde é necessário investir em políticas de prevenção e formação de sujeitos atentos à nova demanda.

Mas não basta fazer isto em relação ao gestor. É preciso estender a fornecedores, produtores, consumidores, enfim, há que se sensibilizar o ser humano em relação a sua responsabilidade. São, portanto, passos que devem ser planejados simultaneamente, atores a sensibilizar diante de um espetáculo que poderá ser encantador, ou ter seu brilho ofuscado pela insensível incapacidade do ser humano de cuidar amorosamente de seu lar.



Conclusão

O eco-gestor será um ser humano compreendido na essência do termo. Longe de ser um super-herói, será o que há de mais virtuoso na concepção de ser humano: um ser solidário. Um ser capaz de reconhecer sua responsabilidade e superar valores historicamente impostos por regimes e modelos já superados pelo tempo e, principalmente, por seus resultados.

Estas características não se assumem espontaneamente, mas como fruto da vivência social e acadêmica. As circunstâncias e contextos, aos olhos atentos de seres humanos sensíveis à causa ambiental, representam um campo fértil de buscas de novas posturas e condutas. Mas é a academia, a grande responsável pelo salto qualitativo em direção a formação de um administrador imerso no compromisso de defender a dignidade da vida planetária: o eco-gestor. Um administrador formado pelo conhecimento e (trans)formado pela sensibilidade solidária que o torna mais ético.

Desta forma, é fundamental que a academia (universidade) seja capaz de fomentar este novo perfil de administrador. Ela não pode se lançar ao espontaneísmo e permitir que o acadêmico seja apenas um diplomado. É de sua responsabilidade imprimir um caráter inovador na formação dos acadêmicos, através de currículos flexíveis e atentos às demandas dos novos tempos. Não será a academia a transformadora da sociedade e, muito menos ela, ventríloqua de seus paradigmas engessados. A formação de um eco-gestor necessita de uma relação dialética entre academia e sociedade, promovendo um permanente processo de (re)construção humana.

A “Primavera Silenciosa” parece ter dado voz ao desejo firme e concreto em favor de um futuro possível. O próprio homem, através da ciência, tem provado que é possível explorar de forma sustentável toda a sorte de recursos e fontes de matéria-prima e energia sem comprometer substancialmente o equilíbrio e a vida na Terra. A utopia do possível é transcrita em forma de uma renovada esperança, através da qual, seja possível estabelecer um novo paradigma: o da sobrevivência sustentável.

As respostas para os conflitos emergentes não são poucas ou definitivas, mas ilustram o grande potencial que é carregado por cada ser humano. O gestor empresarial, como ser humano, também o possui e sua utilização será determinada por valores, perspectivas e compromissos que assumir.




Bibliografia

BOFF, Leonardo. Ecologia, mundialização e espiritualidade: a emergência de um novo paradigma. 2ª edição. São Paulo: Ática. 1996.

BRÜGGER, Paulo. Educação ou adestramento ambiental? 2ª edição. Florianópolis (SC): Letras contemporâneas, 1999.

CAIRNCROSS, Francês. Meio ambiente: custos e benefícios. Tradução: Cid Knipel Moreira. São Paulo: Nobel, 1992.

DIAS, Reinaldo. Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. São Paulo: Atlas, 2006.

GUATTARI, Félix. As três ecologias. Tradução: Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 1990.

MONTIBELLER FILHO, Gilberto. O mito do desenvolvimento sustentável: meio ambiente e custos sociais no moderno sistema produtor de mercadorias. 2ª edição revisada. Florianópolis: Editora da UFSC, 2004.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Tradução: Eloá Jacobina – 11ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

NAISBITT, John. Paradoxo global. Tradução: Ivo Korytowski. Rio de Janeiro: Campus; São Paulo: Publifolha, 1999


Quem sou eu

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Benedito Novo, Santa Catarina, Brazil
Sou Mestre em educação, graduado em Biologia e Matemática, professor da rede estadual de Santa Catarina, com experiência em educação a distância, ensino superior e pós-gradução. Sou autor e tutor de cursos na área da educação no Instituto Veritas (Ascurra) e na Atena Cursos (Timbó). Também tenho escrito constantemente para a Coluna "Artigo do Leitor" do "Jornal do Médio Vale" e para a revista eletrônica "Gestão Universitária". Fui diretor da EEB Frei Lucínio Korte (2003-2004) e secretário municipal da Educação e Promoção Social de Doutor Pedrinho (2005). Já atuei na rede municipal de ensino de Timbó. Em 2004 coordenei a campanha que conduziu à eleição do Prefeito Ercides Giacomozzi (PMDB) à prefeitura de Doutor Pedrinho. Em 2011 assumi pela segunda vez, a direção da EEB Frei Lucínio Korte.