Que bom que você está aqui!

É com prazer que te recebo neste espaço! Esta "casa" virtual está em permanente construção e em cada "cômodo" há uma inquietante necessidade de fazer diferente! Meus textos, relatos e imagens buscam apresentar a você os passos que constituem minha caminhada pessoal, profissional e acadêmica. A partilha que faço não intui caracterizar-se por uma postura doutrinária, autoritária ou impositiva-opressora, mas ao contrário, apresenta-se como ato solidário (jamais solitário) de contribuição à discussões humanas, planetárias e éticas!



Como educador me vejo no compromisso de participar do processo histórico de libertação dos oprimidos, marginalizados e esquecidos, a começar por mim. Despindo-me de qualquer resquício de arrogância, prepotência e soberba apresento-me como aprendente num contexto de intensa renovação de conceitos e atitudes!



Assim convido-o a juntos pensarmos em nossa condição de partícipes da grande Salvação! Salvação plena do homem e da mulher místicos, políticos e planetários!



Fraterno abraço!








Casa Rosada - sede do governo argentino. Em frente está a Praça de Maio. É um local em que é possível conhecer um pouco da história e da cultura argentina.

domingo, 20 de março de 2011

Campanha pela fraternidade

Mais uma vez a CNBB promove uma campanha em nível nacional em favor de um tema de interesse de todos os brasileiros, não apenas dos católicos. Apresentada às vésperas da Páscoa, serve de inspiração para amplas reflexões no período de Quaresma, segundo a tradição católica. Por ser um período de rever conceitos e atitudes é bastante oportuno, por exemplo, tratar de questões ambientais, como é caso da campanha de 2011.

Mas analisando todos os temas objetos de dezenas de campanhas passadas pode-se dizer que é fundamental estabelecer a fraternidade como instrumento de convívio entre os seres humanos. Em relação a questão ambiental, é evidente a absoluta falta de fraternidade entre as pessoas e entre as diferentes gerações.

A falta de preocupação em cuidar da água, do solo, do ar e de tudo o que está vivo é um sinal claro que não há entre as pessoas um verdadeiro sentimento fraterno. A destruição de fontes de recursos e de vida nos inspiram a buscar uma campanha pela fraternidade onde todos se sintam responsáveis pelo bem estar e pela qualidade de vida de todos os seres que habitam a Terra.

A campanha pela fraternidade haveria de ser um compromisso constante e assumido por todos, independe de sua condição econômica, social, religiosa ou política. O fato do planeta ser uma espécie de condomínio global faz com que todos precisem sentir-se responsáveis uns pelos outros. Do contrário, sem a fraternidade universal não há como esperar empenho e participação da coletividade.

Como numa grande família, cada qual precisa fazer sua parte, apreciar o cuidado com o que é seu e com o que é de todos. Responsabilizar-se por aquilo que lhe cabe, disponibilizar suas habilidades e humildemente reconhecer suas limitações. A prática da fraternidade é antes de tudo um ato de humanidade e humildade. Ser solidário, ético e sensível são qualidades fundamentais que precisam ser estimulados para que o presente nos permita sonhar minimamente com o futuro.

Chamar a todos de irmão é relativamente fácil, o desafio é conviver como tal. Cuidar do planeta, preservar a vida e conviver dignamente são compromissos fundamentais para que as futuras campanhas da fraternidade ecoem e produzam os resultados esperados e necessários. Mas se a atual campanha da fraternidade servir como inicio de uma discussão mais comprometida e séria sobre a questão ambiental, poderemos ter um pouco mais de esperança em relação ao futuro.

Se a vida for melhor respeitada e o planeta melhor cuidado poderemos dizer que estamos convivendo em fraternidade. Porém, enquanto a cor da pele, a prática religiosa ou qualquer diferença entre seres humanos for utilizada como justificativa para perseguir, excluir e até matar, estamos condenados a desperdiçar o pouco de tempo que ainda nos resta.

Um comentário:

Professor Josimar disse...

cuidar do meio ambiente é uma prioridade da espécie humana. O problema é que muitos indivíduos não dão importância ao tema "preservação ambiental" por afirmarem que já é um assunto demasiadamente discutido e, por isso, desgastado e desisteressante. A verdade é que, mesmo que muitos saibam como cuidar do meio ambiente, poucos o fazem genuinamente. Outro paradigma que deve ser superado é o pensamento de que sozinho não se chega a nenhum resultado, justificado pelo argumento "se meu vizinho não cuida, meu esforço solo não serve para nada". Se preocupar com as questões ambientais apenas em ocasiões como a semana do meio ambiente, dia da Terra ou dia da água, convenhamos que não é suficiente. A vida no planeta não será garantida se as ações humanas em prol dela forem postas em prática somente nas datas comemorativas. Precisa-se agir com urgência para que os danos à natureza sejam freados e que a sustentabilidade seja garantida à todos. Certamente ninguém está sozinho nessa empreitada pela vida. Abraço e parabéns por mais esse texto instrutivo.

Quem sou eu

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Benedito Novo, Santa Catarina, Brazil
Sou Mestre em educação, graduado em Biologia e Matemática, professor da rede estadual de Santa Catarina, com experiência em educação a distância, ensino superior e pós-gradução. Sou autor e tutor de cursos na área da educação no Instituto Veritas (Ascurra) e na Atena Cursos (Timbó). Também tenho escrito constantemente para a Coluna "Artigo do Leitor" do "Jornal do Médio Vale" e para a revista eletrônica "Gestão Universitária". Fui diretor da EEB Frei Lucínio Korte (2003-2004) e secretário municipal da Educação e Promoção Social de Doutor Pedrinho (2005). Já atuei na rede municipal de ensino de Timbó. Em 2004 coordenei a campanha que conduziu à eleição do Prefeito Ercides Giacomozzi (PMDB) à prefeitura de Doutor Pedrinho. Em 2011 assumi pela segunda vez, a direção da EEB Frei Lucínio Korte.