Que bom que você está aqui!

É com prazer que te recebo neste espaço! Esta "casa" virtual está em permanente construção e em cada "cômodo" há uma inquietante necessidade de fazer diferente! Meus textos, relatos e imagens buscam apresentar a você os passos que constituem minha caminhada pessoal, profissional e acadêmica. A partilha que faço não intui caracterizar-se por uma postura doutrinária, autoritária ou impositiva-opressora, mas ao contrário, apresenta-se como ato solidário (jamais solitário) de contribuição à discussões humanas, planetárias e éticas!



Como educador me vejo no compromisso de participar do processo histórico de libertação dos oprimidos, marginalizados e esquecidos, a começar por mim. Despindo-me de qualquer resquício de arrogância, prepotência e soberba apresento-me como aprendente num contexto de intensa renovação de conceitos e atitudes!



Assim convido-o a juntos pensarmos em nossa condição de partícipes da grande Salvação! Salvação plena do homem e da mulher místicos, políticos e planetários!



Fraterno abraço!








Casa Rosada - sede do governo argentino. Em frente está a Praça de Maio. É um local em que é possível conhecer um pouco da história e da cultura argentina.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Formação Virtual de Crianças

A presença da INTERNET e dos ambientes virtuais no cotidiano da humanidade é inegável. Transações bancárias, formação acadêmica, relacionamentos, comunicação, são apenas algumas atividades que podem ser concretizadas em qualquer tempo e em qualquer lugar do mundo, bastando um equipamento e um ponto de acesso a grande rede. E tudo isso pode ser feito por qualquer pessoa, independente de sua idade e de suas convicções. Por esta razão uma das grandes preocupações da atualidade é preparar nossas crianças e adolescentes para utilizar este recurso.

Por ser um espaço de circulação permanente e indiscriminado de pessoas a INTERNET é também um espaço de exposição. Nos ambientes físicos concretos é possível um controle maior, por serem mais limitados e por haver um contato presencial entre os envolvidos. Assim, era comum, os pais proibirem seus filhos de receber certos amigos em suas casas, ou de frequentar ambientes considerados impróprios. Mas em relação aos ambientes virtuais este controle é muito mais difícil. Sem sair de casa é possível trazer o mundo para dentro dela. A vizinhança já não são mais as pessoas a quem cumprimentamos e com quem conversamos naqueles minutos de folga ou caminhada pelo quarteirão onde moramos. A vizinhança é o mundo.

Se antes era preciso preparar nossas crianças a não aceitar alimentos e brinquedos de estranhos, agora é preciso ensiná-las e escolher o site mais adequado, a filtrar conteúdos. Algo muito mais complexo pela variedade de sites e conteúdos e principalmente pela falta de conhecimento dos pais sobre este novo mundo. Um mundo gigantesco e invisível. Mas, qual a possível solução para isso? Uma opção radical seria renunciar completamente à INTERNET, o que geraria um colapso, pois já não é possível imaginar o mundo real sem o virtual. Proibir o acesso de nossas crianças e adolescentes aos ambientes virtuais seria privá-los da possibilidade de se inserir verdadeiramente na sociedade real. Seria negar-lhes o direito de fazer parte do século XXI e depõe contra todas as concepções de inclusão social.

A solução me parece um tanto simples. Afinal, como aprendemos, em nossa infância a agir de forma correta, justa e digna? Quem nos ensinou a não aceitar presentes e agrados de estranhos? Certamente não foram livros, cartilhas ou tratados, mas o convívio familiar através do qual, diferentes valores serão apresentados e partilhados. Mais do que proibir, é preciso educar o ser humano a conviver. E hoje conviver significa também discernir conteúdos e ambientes.

O convívio, seja físico ou virtual, exige além de conhecimento, uma grande bagagem de valores, que podem e devem ser reforçados pela escola, mas que nascem no seio da família. O caráter intransferível da formação familiar é o que vai determinar a capacidade de conviver de forma saudável, seja num ambiente real ou virtual. Por esta razão, apostar na família ainda é uma forma de garantir que a formação real ou virtual possa consolidar valores farão de cada criança um sujeito livre, responsável e preparado para dizer não, não apenas para quem oferece um agrado, mas para quem atrai, mente, omite.

A escola tem seu papel nesta questão. Além de tratar de conceitos e conteúdos, poderá contribuir para que cada criança se torne um adulto capaz de discernir o certo e o errado. Para isso a escola deverá utilizar-se de valores éticos, para que cada ser humano possa perceber a melhor forma de agir. Assim escola e família, cumprirão o seu papel, e juntas formarão gerações capazes de conviver de forma respeitosa e solidária.

Texto publicado no Jornal do Médio Vale, na edição de 03.11.10.

3 comentários:

Anônimo disse...

A Internet hoje ganha cada vez mais força, cada vez mais pessoas estão tendo acesso a este recurso, um recurso que pode ser considerado tanto como bom, mas também como ruim, há alguns dias atrás em uma conversava sobre a internet, hoje em dia vemos muitas crianças deixando de se relacionar com outras, praticarem esportes, ler livros para ficar na internet, no meu ponto de vista a INTERNET é um aplicativo útil, desde que sabemos utilizá-lo corretamente, para trocarmos informações, e resolvermos certas questões ela é muito útil, pena que muitas pessoas utilizam ela de forma incorreta.
Acho que o dever da escola é de mostrar como a internet é importante e útil, fazer com que alunos interagem com este meio tecnológico, mais não podemos deixar os livros de lado, lendo estes dias uma noticia, vi que a educação caminha para a informatização, sendo que as salas de aulas passem por uma revolução e utilizem: data shows, computadores, e cada vez mais meios tecnológicos, mais na minha opinião não podemos abandonar nossos livros, o caderno, as escritas, devemos utilizar a tecnologia, mais não devemos deixar certos materiais de lado.
PARABENS, pelo texto, saudades de suas aulas professor.

Professor Josimar disse...

Nilton, primeiramente quero lhe parabenizar pelo texto. Como sabemos, mais do que simplesmente promover uma forma de descontração para alguns e servir, para muitos, como uma ferramenta de trabalho, a internet incita pensamentos e emoções, molda costumes e pode, sim, por via de tudo isso, transformar ou influenciar a personalidade de uma pessoa. Portanto, é indispensável que os pais controlem o que os seus filhos acessam e limitem o tempo que seus filhos passam navegando na internet para que este não seja também um fator que prejudique o andamento escolar da criança. Por outro lado, a internet pode ser encarada como uma grande aliada na busca de informações e conhecimento, tanto em casa quanto na escola. Não se pode descartar o uso de tecnologias na educação. Mas, de qualquer maneira, o controle deve existir sempre.

LEANDRO disse...

Olá Professor Nilton,
Parabéns pelo trabalho. A internet hoje em dia esta aproximando as pessoas de conhecimentos e até pouco tempo era luxo de uma elite.
Tenho um blog voltado para o estudo da História.

http://www.construindohistoriahoje.blogspot.com/

Seja benvindo para comentar.
Até mais,
Leandro CHH

Quem sou eu

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Benedito Novo, Santa Catarina, Brazil
Sou Mestre em educação, graduado em Biologia e Matemática, professor da rede estadual de Santa Catarina, com experiência em educação a distância, ensino superior e pós-gradução. Sou autor e tutor de cursos na área da educação no Instituto Veritas (Ascurra) e na Atena Cursos (Timbó). Também tenho escrito constantemente para a Coluna "Artigo do Leitor" do "Jornal do Médio Vale" e para a revista eletrônica "Gestão Universitária". Fui diretor da EEB Frei Lucínio Korte (2003-2004) e secretário municipal da Educação e Promoção Social de Doutor Pedrinho (2005). Já atuei na rede municipal de ensino de Timbó. Em 2004 coordenei a campanha que conduziu à eleição do Prefeito Ercides Giacomozzi (PMDB) à prefeitura de Doutor Pedrinho. Em 2011 assumi pela segunda vez, a direção da EEB Frei Lucínio Korte.